Classificação Bioquímica da Desnutrição em Pacientes Críticos

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021

Enunciado

Considere um paciente com quadro de sepse abdominal, evoluindo com desnutrição, perfil nutricional sérica: pré-albumina = 8 mg/dL; albumina = 2,4 mg/dL; transferrina = 130 mg/dL; linfócitos 1100 cél/dL. Qual é a classificação da desnutrição desse paciente?

Alternativas

  1. A) Grave.
  2. B) Moderada.
  3. C) Leve.
  4. D) Branda.

Pérola Clínica

Albumina 2.1-2.7 g/dL ou Linfócitos 800-1200 → Desnutrição Moderada.

Resumo-Chave

A classificação da desnutrição por parâmetros bioquímicos utiliza níveis de proteínas viscerais e contagem de linfócitos para estratificar o grau de depleção proteica do paciente.

Contexto Educacional

A avaliação do estado nutricional em pacientes hospitalizados, especialmente aqueles em estados críticos como a sepse abdominal, é fundamental para o prognóstico. A desnutrição está associada a piores desfechos, atraso na cicatrização e maior tempo de ventilação mecânica. Embora a avaliação subjetiva global (ASG) seja o padrão-ouro clínico, os marcadores bioquímicos fornecem dados objetivos. Neste caso, todos os parâmetros (Albumina 2.4, Pré-albumina 8, Transferrina 130 e Linfócitos 1100) convergem para a faixa de desnutrição moderada. É vital integrar esses dados com o exame físico e a história clínica para um diagnóstico nutricional preciso.

Perguntas Frequentes

Quais os valores de referência para desnutrição moderada?

Na classificação bioquímica clássica, a desnutrição moderada é definida por: Albumina entre 2,1 e 2,7 g/dL; Pré-albumina entre 5 e 10 mg/dL; Transferrina entre 100 e 150 mg/dL; e Contagem Total de Linfócitos (CTL) entre 800 e 1200 células/mm³.

Por que a pré-albumina é considerada melhor que a albumina na fase aguda?

A pré-albumina possui uma meia-vida muito mais curta (cerca de 2 dias) em comparação à albumina (cerca de 20 dias). Isso a torna um marcador mais sensível para alterações agudas no estado nutricional e para monitorar a eficácia da terapia nutricional em curto prazo.

Como a sepse interfere na interpretação desses exames?

A sepse induz uma resposta inflamatória sistêmica que altera a permeabilidade vascular e a síntese hepática. Como albumina e pré-albumina são proteínas de fase aguda negativa, seus níveis caem drasticamente devido ao estresse metabólico, e não apenas pela falta de ingestão de nutrientes, exigindo cautela na interpretação clínica.

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