Desidratação Pediátrica: Classificação e Sinais Clínicos

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2018

Enunciado

Criança de 5 anos, 18 kg, é trazida ao pronto socorro por queixa de vários episódios de diarreia e vômitos há 1 dia. À admissão, a criança encontra-se sonolenta, hipoativa, com olhos muito fundos, sem lágrimas, com boca seca e pulsos finos. A mãe refere que mantém diurese está bastante reduzida. Sobre o quadro, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Esta criança encontra-se com desidratação moderada. Neste caso, deve-se iniciar terapia de reidratação oral no pronto-socorro com 50-100 ml/kg de solução de reidratação oral em 4h, aos goles. Nesta fase, a criança deve manter jejum para evitar novos vômitos.
  2. B) Essa criança encontra-se desidratada. A desidratação pode ser classificada, quanto à intensidade, em leve, moderada e grave. Para isso são analisados sinais clínicos como nível de consciência, mucosas, pulsos, frequência cardíaca, sede e diurese.
  3. C) Deve-se iniciar terapia de reidratação oral para essa criança. São considerados casos de falha dessa terapêutica quando ocorre rebaixamento do nível de consciência, persistência de vômitos incoercíveis, perda de peso após 2horas de terapia e taxa de retenção de líquido<20%.
  4. D) A criança encontra-se desidratada grave. Deve-se fazer expansão com soro glicosado 50 ml/kg e repetir até que os sinais de desidratação sejam revertidos ou surjam sinais de hipervolemia. Depois, prescrever um soro de reposição para 24horas.
  5. E) Quanto à osmolaridade, a desidratação pode ser classificada em isotônica, hipotônica e hipertônica. Na desidratação hipertônica, observam-se sintomas de hipotensão mais precoces; já na hipotônica é mais frequente haver sintomas de sede e mucosas secas, com hipotensão mais tardia.

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