Desidratação Pediátrica: Classificação e Sinais Clínicos

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2019

Enunciado

Criança de 5 anos, 18 kg, é trazida ao Pronto Socorro por queixa de vários episódios de diarreia e vômitos há 1 dia. À admissão, a criança encontra-se sonolenta, hipoativa, com olhos muito fundos, sem lágrimas, com boca seca e pulsos finos. A mãe refere que mantém diurese está bastante reduzida.

Alternativas

  1. A) Esta criança encontra-se com desidratação moderada. Neste caso, deve-se iniciar terapia de rehidratação oral no Pronto Socorro com 50-100 ml/kg de solução de rehidratação oral em 4h, aos goles. Nesta fase, a criança deve manter jejum para evitar novos vômitos.
  2. B) Deve-se iniciar terapia de rehidratação oral para essa criança. São considerados casos de falha dessa terapêutica quando ocorre rebaixamento do nível de consciência, persistência de vômitos incoercíveis, perda de peso após 2 horas de terapia e taxa de retenção de líquido< 20%.
  3. C) Essa criança encontra-se desidratada. A desidratação pode ser classificada, quanto à intensidade, em leve, moderada e grave. Para isso são analisados sinais clínicos como nível de consciência, mucosas, pulsos, frequência cardíaca, sede e diurese.
  4. D) A criança encontra-se desidratada grave. Deve-se fazer expansão com soro glicosado 50 ml/kg e repetir até que os sinais de desidratação sejam revertidos ou surjam sinais de hipervolemia. Depois prescrever um soro de reposição para 24 horas.
  5. E) Quanto à osmolaridade, a desidratação pode ser classificada em isotônica, hipotônica e hipertônica. Na desidratação hipertônica, observam-se sintomas de hipotensão mais precoces, já na hipotônica é mais frequente haver sintomas de sede e mucosas secas, com hipotensão mais tardia.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo