Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Com relação à classificação dos quadros de dengue adotada pelo Ministério da Saúde em nosso país e ao manejo do paciente pediátrico com suspeita dessa arbovirose, de acordo com as atuais recomendações, assinale a afirmativa correta.
Dengue pediátrica: sangramento espontâneo = Grupo B, exige hemograma para hemoconcentração e monitorização.
A classificação da dengue em crianças é crucial para o manejo adequado. Sangramentos espontâneos, mesmo sem outros sinais de alarme, indicam maior risco e a necessidade de monitorização laboratorial, como o hemograma, para avaliar a hemoconcentração e guiar a hidratação.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, especialmente na população pediátrica, onde a apresentação clínica pode ser atípica e a progressão para formas graves, rápida. A classificação correta dos quadros de dengue, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações, sendo um tema recorrente em provas de residência. O diagnóstico da dengue é clínico-epidemiológico, e a identificação precoce dos sinais de alarme é crucial. A fisiopatologia envolve o extravasamento plasmático, que pode levar a choque e sangramentos. A monitorização do hematócrito é um pilar no acompanhamento, pois reflete a hemoconcentração e a necessidade de hidratação. A prova do laço, embora um sinal de alarme, não é o único critério para classificar a gravidade. O tratamento da dengue é de suporte, com foco na hidratação. A decisão entre hidratação oral e parenteral, bem como o volume e a velocidade, depende da classificação do paciente em grupos de risco (A, B, C, D). Pacientes com sangramentos espontâneos, mesmo sem outros sinais de alarme, são considerados de maior risco e necessitam de monitorização mais intensiva e, frequentemente, hidratação parenteral.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia, irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas e aumento progressivo do hematócrito.
A prova do laço é considerada positiva em crianças se houver 10 ou mais petéquias por polegada quadrada (2,5 x 2,5 cm) após 5 minutos de insuflação na média da pressão arterial. É um sinal de alarme, mas não classifica automaticamente como grupo C.
A hemoconcentração, evidenciada pelo aumento do hematócrito, indica extravasamento plasmático e é um sinal de gravidade na dengue. Sua monitorização é fundamental para guiar a necessidade e o volume da hidratação intravenosa.
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