INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 34 anos se dirige à Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre (38,5 °C), dores de moderada intensidade e manchas no corpo há 3 dias. No dia da consulta, iniciou com dores abdominais e vômitos incontroláveis. Exame físico: prostrado, mucosas coradas, extremidades bem perfundidas. Pressão arterial de 120 x 80 mmHg; frequência respiratória de 16 irpm; frequência cardíaca de 80 bpm. Leve dor à palpação abdominal, sem outras alterações. Qual a hipótese diagnóstica e o manejo, respectivamente?
Dengue com vômitos incontroláveis/dor abdominal → Sinais de alarme = Grupo C, hidratação parenteral imediata.
A presença de vômitos incontroláveis e dor abdominal intensa são sinais de alarme na dengue, indicando progressão para formas mais graves. Nesses casos, o paciente deve ser classificado como Grupo C e receber hidratação parenteral imediata, além de monitoramento rigoroso em leito de observação para evitar choque.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, com manifestações clínicas variadas, desde formas assintomáticas até quadros graves e fatais. Sua epidemiologia é marcada por surtos sazonais, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, sendo crucial para o médico generalista e residente o reconhecimento precoce dos sinais de gravidade. A fisiopatologia da dengue grave envolve o aumento da permeabilidade vascular, levando ao extravasamento plasmático e, consequentemente, à desidratação e choque. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial por testes como NS1 (fase aguda) e IgM/IgG (fase tardia). A suspeita deve ser alta em pacientes com febre, mialgia, artralgia, cefaleia e exantema, especialmente em áreas endêmicas. O tratamento da dengue é de suporte, com ênfase na hidratação. Pacientes com sinais de alarme (Grupo C), como dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos, necessitam de hidratação parenteral e monitoramento hospitalar. O prognóstico é bom na maioria dos casos, mas a identificação e manejo rápido das formas graves são essenciais para reduzir a mortalidade.
Os principais sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos de mucosas, hipotensão postural, letargia e hepatomegalia dolorosa.
A conduta inicial para pacientes com dengue e sinais de alarme é a classificação como Grupo C, com início imediato de hidratação parenteral (soro fisiológico), analgésicos e antieméticos, além de internação em leito de observação.
O antígeno NS1 é útil para o diagnóstico precoce da dengue, especialmente nos primeiros 5 dias de sintomas, quando a viremia é alta e os anticorpos IgM ainda podem não estar detectáveis.
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