SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Paciente 50 anos, hipertenso há 8 anos, morador de Palmas-Tocantins, procura o Centro de Saúde mais próximo da sua casa queixando-se de febre alta há 5 dias associada à cefaleia, adinamia, mialgia e exantema. Faz uso de Losartan 50 mg cedo. Nega sangramentos espontâneos. Ao exame, bom estado geral, corado, hidratado, temperatura axilar de 38,7°C, PA 140 x 100 mmHg (sentado). O médico suspeitando de dengue, o classifica como:
Dengue: febre + 2 sintomas + sem sinais de alarme = Grupo A. Com comorbidades = Grupo B.
O paciente apresenta sintomas clássicos de dengue (febre, cefaleia, mialgia, exantema) e não refere sangramentos espontâneos ou outros sinais de alarme. A hipertensão é uma comorbidade, mas não é um sinal de alarme por si só para a classificação de gravidade da dengue. Portanto, ele se encaixa no Grupo B, que inclui pacientes com comorbidades ou condições clínicas especiais.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, e sua correta classificação é fundamental para o manejo adequado e prevenção de formas graves. A classificação é baseada na presença de sinais de alarme e condições clínicas especiais, dividindo os pacientes em grupos A, B, C e D. O paciente em questão, com febre e sintomas inespecíficos, mas sem sinais de alarme, e sendo hipertenso, se enquadra no Grupo B. O Grupo A compreende casos de dengue sem sinais de alarme e sem condições especiais, que podem ser tratados ambulatorialmente com hidratação oral. O Grupo B inclui pacientes sem sinais de alarme, mas com condições especiais (como hipertensão, diabetes, gestação, idade avançada, etc.), necessitando de hidratação oral supervisionada e monitoramento mais rigoroso. O Grupo C é para casos com sinais de alarme, exigindo internação e hidratação venosa. O Grupo D corresponde à dengue grave, com choque ou disfunção orgânica, necessitando de UTI. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para evitar a progressão para formas graves da doença. Residentes e estudantes devem dominar os critérios de classificação e as condutas associadas a cada grupo para garantir um atendimento eficaz e reduzir a morbimortalidade pela dengue.
O Grupo B inclui pacientes com dengue sem sinais de alarme, mas que apresentam condições clínicas especiais ou comorbidades, como gestantes, idosos, crianças < 2 anos, hipertensos, diabéticos, cardiopatas, pneumopatas, entre outros.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, pericárdico), hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas e aumento progressivo do hematócrito.
A classificação permite estratificar o risco de gravidade e guiar a conduta, definindo a necessidade de hidratação oral ou venosa, monitoramento ambulatorial ou hospitalar, e a atenção para sinais de deterioração.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo