Dengue Pediátrica: Classificação e Sinais de Alarme

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Um escolar de 7 anos de idade, de sexo masculino, é admitido no pronto atendimento com queixa de febre há 5 dias, acompanhada de cefaleia, dor retro-orbital, mialgia, prostração e anorexia. Hoje, houve aparecimento de exantema maculopapular pruriginoso por todo corpo. Foi realizada Prova do Laço com presença de 15 petéquias no local examinado. Pesquisa do antígeno NS1 com resultado reagente. Com base no quadro apresentado, esse paciente apresenta dengue com qual classificação?

Alternativas

  1. A) Grupo A: acompanhar ambulatorialmente com orientação de reidratação oral e sintomáticos. 
  2. B) Grupo A: solicitar hemograma e orientar retorno em 24 horas para checagem do resultado. 
  3. C) Grupo B: solicitar hemograma e manter em observação até obtenção do resultado do exame. 
  4. D) Grupo B: solicitar hemograma e manter em leito de internação por pelo menos 48 horas.

Pérola Clínica

Dengue com prova do laço positiva (≥ 10 petéquias) → Grupo B (sinal de alarme) = Solicitar hemograma, observação.

Resumo-Chave

A classificação da dengue é essencial para o manejo adequado. A prova do laço positiva, indicando fragilidade capilar, é um sinal de alarme que classifica o paciente no Grupo B, exigindo monitoramento mais rigoroso, hidratação e exames complementares como o hemograma.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Em crianças, a apresentação clínica pode ser atípica, e a progressão para formas graves pode ser rápida. A classificação da dengue é fundamental para guiar o manejo e prevenir complicações, sendo dividida em Dengue (sem sinais de alarme), Dengue com sinais de alarme e Dengue grave. O caso apresentado descreve um escolar com sintomas clássicos de dengue (febre, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia, exantema) e um teste NS1 reagente, confirmando a infecção. A presença de 15 petéquias na prova do laço é um sinal de alarme, pois indica fragilidade capilar. Este achado, por si só, classifica o paciente no Grupo B (Dengue com sinais de alarme), mesmo que outros sinais de alarme não estejam presentes. A conduta para pacientes do Grupo B envolve hidratação oral rigorosa, monitoramento clínico e laboratorial (hemograma com hematócrito e plaquetas a cada 12-24 horas), e observação em ambiente hospitalar ou ambulatorial com retornos frequentes, dependendo da avaliação de risco individual. O objetivo é identificar precocemente a progressão para formas mais graves e iniciar a hidratação venosa, se necessário, para prevenir o choque por extravasamento plasmático. A educação sobre a classificação e manejo da dengue é vital para todos os profissionais de saúde.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme na dengue?

Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, hipotensão postural, e aumento progressivo do hematócrito com queda das plaquetas.

Qual a importância da prova do laço na avaliação da dengue?

A prova do laço avalia a fragilidade capilar e é um indicador de risco para sangramentos. Uma prova do laço positiva (≥ 10 petéquias em crianças, ≥ 20 em adultos) é considerada um sinal de alarme, classificando o paciente no Grupo B.

Quando um paciente com dengue deve ser internado?

A internação é indicada para pacientes com dengue grave (Grupo D), com sinais de choque, sangramento grave ou comprometimento orgânico grave. Pacientes do Grupo C (com sinais de alarme e risco social/comorbidades) também podem necessitar de internação para monitoramento.

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