FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
José procurou atendimento médico com queixa de febre há 3 dias associada a cefaleia, mialgia e prostração. Ao exame, apresentava petéquias em tronco e sangramento gengival. Negou outras queixas e o restante do exame físico estava normal. Qual é o estadiamento de dengue, segundo critérios do Ministério da Saúde?
Dengue + Sinais de alarme (petéquias, sangramento gengival) = Grupo C (MS).
A presença de sangramentos espontâneos (petéquias, sangramento gengival) é um sinal de alarme na dengue, indicando maior risco de progressão para formas graves. Segundo o MS, pacientes com dengue e sinais de alarme são classificados no Grupo C, necessitando de internação para monitoramento e hidratação venosa.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, e seu manejo adequado depende de uma classificação de risco precisa. O Ministério da Saúde (MS) estabelece uma classificação em grupos (A, B, C, D) para guiar a conduta, sendo crucial para residentes e profissionais de saúde. A identificação precoce dos sinais de alarme é fundamental para prevenir a progressão para formas graves da doença. Os sinais de alarme indicam um aumento da permeabilidade capilar e risco de extravasamento plasmático, podendo levar ao choque. Exemplos incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, letargia, hipotensão postural e, como no caso da questão, sangramentos espontâneos como petéquias e sangramento gengival. A presença de qualquer um desses sinais classifica o paciente no Grupo C. Pacientes classificados no Grupo C requerem internação hospitalar para monitoramento e hidratação venosa rigorosa. O manejo inclui a administração de fluidos intravenosos, monitoramento de sinais vitais, débito urinário, hematócrito e plaquetas. O objetivo é evitar o choque e outras complicações graves, garantindo que o paciente receba o suporte necessário até a fase de recuperação.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, e sangramentos espontâneos (petéquias, gengivorragia).
O Grupo B inclui pacientes com dengue sem sinais de alarme, mas com condições de risco ou comorbidades (ex: gestantes, idosos). O Grupo C inclui pacientes com dengue e *qualquer* sinal de alarme, independentemente de comorbidades.
Pacientes do Grupo C necessitam de internação hospitalar para monitoramento rigoroso e hidratação venosa, com reavaliações frequentes (a cada 1-2 horas) para identificar piora clínica ou progressão para dengue grave.
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