Dengue: Identificação e Manejo dos Sinais de Alarme

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

A infecção pelo vírus dengue pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, causa uma doença sistêmica e dinâmica de amplo espectro clínico, variando desde formas oligossintomaticas até quadros graves. Durante o manejo clínico da dengue, uma pessoa que viva em área onde se registram casos de dengue, ou que tenha viajado nos últimos 14 dias para área com ocorrência de transmissão de dengue (ou presença de Ae. aegypti), deve apresentar febre, usualmente entre dois e sete dias, e duas ou mais das seguintes manifestações: Náusea, vômitos, exantema, mialgias, uretralgia, cefaleia, dor retro orbital, petéquias, prova do laço positiva, leucopenia. Também pode ser considerado caso suspeito toda criança proveniente de (ou residente em) área com transmissão de dengue, com quadro febril agudo, usualmente entre dois e sete dias, e sem foco de infecção aparente. Considerando esta definição de Classificação de caso de dengue, marque a opção CORRETA.

Alternativas

  1. A) Caso suspeito de dengue com sinais de alarme.
  2. B) Caso suspeito de dengue grave.
  3. C) Confirmado.
  4. D) Caso suspeito de dengue.
  5. E) Caso descartado.

Pérola Clínica

Dengue: Febre + 2 sintomas inespecíficos = caso suspeito. Sinais de alarme (dor abdominal, vômitos persistentes, sangramento) → manejo diferenciado.

Resumo-Chave

A classificação da dengue é crucial para o manejo. Um caso suspeito é definido por febre e dois ou mais sintomas inespecíficos. A presença de sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramento de mucosas, indica a necessidade de monitoramento mais rigoroso e intervenção precoce para evitar a progressão para formas graves.

Contexto Educacional

A dengue é uma doença febril aguda de etiologia viral e de evolução benigna na maioria dos casos, mas pode evoluir para formas graves. A classificação clínica da dengue é fundamental para guiar o manejo e a tomada de decisão terapêutica, visando reduzir a morbimortalidade. A doença é endêmica em muitas regiões do Brasil, tornando o conhecimento sobre sua apresentação e manejo essencial para todos os profissionais de saúde. A classificação da dengue é dividida em: dengue sem sinais de alarme, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Um caso suspeito de dengue é definido pela presença de febre, usualmente entre 2 e 7 dias, e dois ou mais dos seguintes sintomas: náuseas, vômitos, exantema, mialgias, artralgias, cefaleia, dor retro-orbital, petéquias, prova do laço positiva ou leucopenia. A presença de sinais de alarme indica um risco aumentado de evolução para dengue grave e exige atenção redobrada. Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia ou irritabilidade, hepatomegalia > 2cm, sangramento de mucosas e hemoconcentração com plaquetopenia. A identificação desses sinais é crucial para a internação e o manejo adequado, que envolve hidratação venosa rigorosa e monitoramento hemodinâmico. O manejo precoce e correto é a chave para evitar complicações e desfechos desfavoráveis em pacientes com dengue.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue?

Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia ou irritabilidade, hepatomegalia > 2cm, sangramento de mucosas e hemoconcentração com plaquetopenia.

Por que é crucial identificar os sinais de alarme da dengue precocemente?

A identificação precoce dos sinais de alarme permite iniciar o manejo adequado, como hidratação venosa e monitoramento rigoroso, prevenindo a progressão para a dengue grave e reduzindo a morbimortalidade.

Como a prova do laço se relaciona com a classificação da dengue?

A prova do laço positiva indica fragilidade capilar e é um critério para caso suspeito de dengue, mas não é um sinal de alarme por si só. Sua positividade sugere maior risco de sangramentos.

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