Crises Epilépticas e Epilepsia: Classificação e Tratamento

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022

Enunciado

Sobre crises epilépticas e epilepsia, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A epilepsia mioclônica juvenil é um tipo de epilepsia generalizada e que responde muito bem à carbamazepina e necessita de tratamento por alguns anos, pois em geral aos 20 anos não ocorre mais crises.
  2. B) Um crise epiléptica só pode ser considerada generalizada, se houver postura hipertônica nos 4 membros e abalos generalizados, bem como liberação esfincteriana.
  3. C) Os fármacos anti crises pouco se diferenciam quanto ao mecanismo de ação, portanto a escolha de qual usar para o tipo de epilepsia, se torna fácil.
  4. D) Nos adultos a epilepsia muitas vezes se relaciona a pós-traumatismos cranianos e acidente vascular cerebral (AVC) e, portanto, deve ser usado profilaxia anticonvulsivante em todo paciente admitido por estes motivos.
  5. E) É importante a correta classificação da crise epiléptica, pois isso implica na escolha do tratamento, o eletroencefalograma (EEG) tem papel fundamental nesse auxílio, pois pode mostrar uma atividade de início focal ou generalizada.

Pérola Clínica

Classificação correta da crise epiléptica (focal vs. generalizada) é fundamental para a escolha do tratamento, com EEG auxiliando.

Resumo-Chave

A classificação das crises epilépticas e síndromes epilépticas é crucial, pois guia a escolha do fármaco antiepiléptico (FAE). O EEG é uma ferramenta diagnóstica essencial para diferenciar crises focais de generalizadas, impactando diretamente o manejo terapêutico.

Contexto Educacional

As crises epilépticas são eventos transitórios de sinais e/ou sintomas devido à atividade neuronal excessiva ou síncrona anormal no cérebro. A epilepsia é uma doença cerebral caracterizada por uma predisposição duradoura para gerar crises epilépticas e pelas consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais dessa condição. A correta classificação das crises e síndromes epilépticas é o pilar para um manejo terapêutico eficaz. A classificação das crises epilépticas é dividida em focais (com início em uma área específica do cérebro) e generalizadas (com início em ambos os hemisférios simultaneamente). O eletroencefalograma (EEG) é uma ferramenta diagnóstica fundamental, pois pode registrar padrões de atividade elétrica cerebral que auxiliam na diferenciação entre crises focais e generalizadas, além de identificar síndromes epilépticas específicas. A história clínica detalhada e o exame neurológico também são cruciais. O tratamento da epilepsia é primariamente farmacológico, com o objetivo de controlar as crises com o mínimo de efeitos adversos. A escolha do fármaco antiepiléptico (FAE) é diretamente influenciada pela classificação da crise e da síndrome epiléptica. Por exemplo, a carbamazepina é eficaz para crises focais, mas pode agravar crises generalizadas, como as da epilepsia mioclônica juvenil. A profilaxia anticonvulsivante rotineira após traumatismos cranianos ou AVC não é universalmente recomendada, sendo reservada para casos de alto risco ou crises precoces. A avaliação cuidadosa do risco-benefício é essencial.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da classificação correta das crises epilépticas?

A classificação correta (focal ou generalizada) é essencial porque diferentes tipos de crises respondem a diferentes fármacos antiepilépticos, e alguns podem até piorar certos tipos de crises, tornando o tratamento ineficaz ou prejudicial.

Como o eletroencefalograma (EEG) auxilia no diagnóstico e classificação da epilepsia?

O EEG pode mostrar padrões de atividade cerebral anormais, como descargas epileptiformes focais ou generalizadas, que ajudam a classificar o tipo de crise e a síndrome epiléptica, orientando a escolha terapêutica mais adequada.

Quais são os princípios gerais do tratamento farmacológico da epilepsia?

O tratamento visa controlar as crises com o menor número de efeitos adversos, utilizando um único fármaco (monoterapia) sempre que possível, e ajustando a dose conforme a resposta clínica e tolerância do paciente, com monitoramento regular.

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