UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Sobre crises epilépticas e epilepsia, assinale a alternativa CORRETA.
Classificação correta da crise epiléptica (focal vs. generalizada) é fundamental para a escolha do tratamento, com EEG auxiliando.
A classificação das crises epilépticas e síndromes epilépticas é crucial, pois guia a escolha do fármaco antiepiléptico (FAE). O EEG é uma ferramenta diagnóstica essencial para diferenciar crises focais de generalizadas, impactando diretamente o manejo terapêutico.
As crises epilépticas são eventos transitórios de sinais e/ou sintomas devido à atividade neuronal excessiva ou síncrona anormal no cérebro. A epilepsia é uma doença cerebral caracterizada por uma predisposição duradoura para gerar crises epilépticas e pelas consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais dessa condição. A correta classificação das crises e síndromes epilépticas é o pilar para um manejo terapêutico eficaz. A classificação das crises epilépticas é dividida em focais (com início em uma área específica do cérebro) e generalizadas (com início em ambos os hemisférios simultaneamente). O eletroencefalograma (EEG) é uma ferramenta diagnóstica fundamental, pois pode registrar padrões de atividade elétrica cerebral que auxiliam na diferenciação entre crises focais e generalizadas, além de identificar síndromes epilépticas específicas. A história clínica detalhada e o exame neurológico também são cruciais. O tratamento da epilepsia é primariamente farmacológico, com o objetivo de controlar as crises com o mínimo de efeitos adversos. A escolha do fármaco antiepiléptico (FAE) é diretamente influenciada pela classificação da crise e da síndrome epiléptica. Por exemplo, a carbamazepina é eficaz para crises focais, mas pode agravar crises generalizadas, como as da epilepsia mioclônica juvenil. A profilaxia anticonvulsivante rotineira após traumatismos cranianos ou AVC não é universalmente recomendada, sendo reservada para casos de alto risco ou crises precoces. A avaliação cuidadosa do risco-benefício é essencial.
A classificação correta (focal ou generalizada) é essencial porque diferentes tipos de crises respondem a diferentes fármacos antiepilépticos, e alguns podem até piorar certos tipos de crises, tornando o tratamento ineficaz ou prejudicial.
O EEG pode mostrar padrões de atividade cerebral anormais, como descargas epileptiformes focais ou generalizadas, que ajudam a classificar o tipo de crise e a síndrome epiléptica, orientando a escolha terapêutica mais adequada.
O tratamento visa controlar as crises com o menor número de efeitos adversos, utilizando um único fármaco (monoterapia) sempre que possível, e ajustando a dose conforme a resposta clínica e tolerância do paciente, com monitoramento regular.
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