SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma paciente de 28 anos de idade, com diagnóstico prévio de asma, apresentou crise de dispneia após exposição a pó doméstico. Relatou chiado no peito e uso de broncodilatador inalatório, sem melhora significativa. O exame físico evidenciou FC = 112 bpm, FR = 28 irpm e SatO2 = 92% com sibilos difusos bilaterais. Qual é o diagnóstico para o quadro atual?
Asma + SatO2 90-95% + FC > 100 + FR > 20 = Crise Moderada.
A crise asmática é classificada como moderada quando o paciente apresenta taquicardia, taquipneia e queda leve da saturação, mas ainda sem sinais de insuficiência respiratória iminente.
O diagnóstico da crise asmática é clínico, baseado na anamnese e exame físico rápido. A paciente do caso apresenta FC 112, FR 28 e SatO2 92%, o que a enquadra perfeitamente nos critérios de crise moderada. O tratamento inicial envolve o uso de beta-2 agonistas de curta duração (SABA) repetidos, associados a brometo de ipratrópio e, fundamentalmente, o uso precoce de corticosteroides sistêmicos (orais ou venosos) para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir a recorrência.
Segundo as diretrizes (como GINA), a crise moderada caracteriza-se por: paciente que fala frases (não palavras isoladas), prefere sentar-se a deitar, frequência respiratória aumentada, frequência cardíaca entre 100-120 bpm e saturação de oxigênio (em ar ambiente) entre 90-95%.
A crise é grave quando o paciente fala apenas palavras, está agitado, tem frequência cardíaca > 120 bpm, frequência respiratória > 30 irpm, saturação < 90% ou faz uso intenso de musculatura acessória.
Sinais de exaustão respiratória, como tórax silencioso (ausência de sibilos por baixíssimo fluxo de ar), bradicardia, fadiga muscular, confusão mental ou sonolência indicam insuficiência respiratória iminente e necessidade de suporte ventilatório imediato.
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