SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2019
Criança de 8 anos trazida à Emergência com relato de coriza e tosse há um dia, que evoluiu com dispneia há seis horas. História prévia de Asma brônquica com acompanhamento regular, sem uso de corticóides e sem internações prévias. Ao exame fisico: dispneia, tiragem sub-costal, FR=40 irpm, FC=144 bpm, SatO2=89%, PFE<30%, falando frases curtas. Esta crise pode ser classificada como:
Crise asmática grave = SatO2 <90%, PFE <50%, tiragem, fala frases curtas.
A classificação da crise asmática é crucial para o manejo. Sinais como SatO2 abaixo de 90%, PFE muito reduzido, taquipneia, taquicardia e dificuldade para falar indicam gravidade e necessidade de intervenção imediata.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, comum na infância, caracterizada por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse. As crises asmáticas são exacerbações agudas da doença, e sua correta classificação é fundamental para guiar o tratamento e prevenir desfechos adversos. A classificação da gravidade da crise asmática baseia-se em parâmetros clínicos como frequência respiratória, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, uso de musculatura acessória, nível de consciência e capacidade de fala, além de medidas objetivas como o PFE. Sinais como SatO2 <90%, PFE <50%, tiragem subcostal e fala em frases curtas indicam uma crise grave. O manejo de uma crise asmática grave exige intervenção imediata, incluindo oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação e corticosteroides sistêmicos. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade e a implementação de um tratamento adequado são cruciais para estabilizar o paciente e evitar a progressão para insuficiência respiratória.
Os critérios incluem SatO2 <90% em ar ambiente, PFE <50% do previsto ou melhor pessoal, uso de musculatura acessória, tiragem, fala em frases curtas, taquipneia e taquicardia.
A conduta inicial envolve oxigenoterapia para manter SatO2 >92%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) em nebulização contínua ou doses repetidas, e corticosteroide sistêmico (prednisolona oral ou metilprednisolona IV).
O PFE é um indicador objetivo da obstrução das vias aéreas e da resposta ao tratamento, auxiliando na classificação da gravidade e na monitorização da melhora ou piora do paciente.
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