UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
A classificação de Cormack-Lehane tipo III, durante a laringoscopia direta para intubação orotraqueal com laringoscópio convencional, corresponde à visualização.
Cormack-Lehane III = visualização APENAS da epiglote, sem glote.
A classificação de Cormack-Lehane avalia a visualização da glote durante a laringoscopia direta para intubação. O Grau III indica que apenas a epiglote é visível, sem nenhuma parte da glote, sugerindo uma via aérea difícil.
A intubação orotraqueal é um procedimento fundamental na medicina de emergência, anestesiologia e terapia intensiva, visando garantir a permeabilidade da via aérea e a ventilação pulmonar. A laringoscopia direta é a técnica mais comum para visualizar as cordas vocais e a glote. A classificação de Cormack-Lehane é uma escala amplamente utilizada para graduar a visualização da glote durante a laringoscopia, fornecendo uma estimativa da dificuldade da intubação. A escala de Cormack-Lehane é dividida em quatro graus. O Grau I indica a visualização completa da glote. O Grau II permite a visualização apenas da porção posterior da glote ou das aritenoides. O Grau III, que é o foco desta questão, corresponde à visualização apenas da epiglote, sem que nenhuma parte da glote seja visível. Finalmente, o Grau IV é a visualização apenas do palato mole, sem a epiglote. A identificação de um Cormack-Lehane Grau III ou IV sinaliza uma via aérea potencialmente difícil, o que exige do profissional a preparação de equipamentos e técnicas alternativas, como o uso de bougie, laringoscopia por vídeo ou, em casos extremos, a realização de uma via aérea cirúrgica (cricotireoidostomia). O reconhecimento precoce desses graus é vital para a segurança do paciente e para evitar complicações relacionadas à intubação.
O Grau I corresponde à visualização total da glote; Grau II, visualização parcial da glote ou apenas da comissura posterior; Grau III, visualização apenas da epiglote; e Grau IV, visualização apenas do palato mole, sem epiglote.
Ela é crucial para predizer a dificuldade da intubação orotraqueal, auxiliando o anestesiologista ou intensivista a planejar a estratégia de manejo da via aérea e a preparar equipamentos adicionais para via aérea difícil.
Nesses casos, técnicas alternativas para via aérea difícil devem ser consideradas, como o uso de bougie, laringoscopia por vídeo, fibroscopia, ou até mesmo uma via aérea cirúrgica, dependendo da urgência e da experiência do profissional.
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