HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
Menino de 8 anos, com diagnóstico de asma, está em uso de beclometasona inalatória 200 mcg por dia há 1 mês. Retorna hoje para reavaliação. A mãe refere melhora dos sintomas. No último mês, ele não apresentou mais despertar noturno, apresentou episódios de tosse 3 vezes por semana, com boa resposta ao uso de salbutamol em todos esses episódios, e não teve limitações às atividades físicas. Assinale a alternativa que apresenta a classificação da asma e a respectiva conduta.
Asma parcialmente controlada → sintomas > 2x/semana OU despertar noturno OU limitação atividade OU > 2x/semana uso SABA.
A classificação do controle da asma é essencial para ajustar o tratamento. Sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno, qualquer limitação de atividade ou uso de SABA mais de duas vezes por semana indicam asma parcialmente controlada, exigindo revisão da conduta.
A asma é uma doença crônica comum na infância, e seu manejo eficaz depende da avaliação contínua do nível de controle. A GINA (Global Initiative for Asthma) e outras diretrizes fornecem critérios claros para classificar a asma como controlada, parcialmente controlada ou não controlada, orientando as decisões terapêuticas. A classificação do controle da asma leva em conta a frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, limitações de atividades e a necessidade de medicação de alívio (SABA). No caso apresentado, a presença de tosse 3 vezes por semana e uso de salbutamol nesses episódios indica que a asma está parcialmente controlada, pois os sintomas ocorrem mais de duas vezes por semana. Diante de uma asma parcialmente controlada, a primeira etapa antes de escalar a medicação é sempre revisar a adesão ao tratamento e a técnica de inalação. Muitos pacientes não utilizam corretamente seus dispositivos, o que impede a entrega adequada do fármaco e, consequentemente, o controle da doença.
Os critérios incluem sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, qualquer limitação de atividades físicas devido à asma ou necessidade de uso de broncodilatador de curta ação mais de duas vezes por semana.
Uma técnica de inalação inadequada pode comprometer a entrega eficaz do medicamento aos pulmões, resultando em controle insatisfatório da asma, mesmo com a dose correta. A revisão da técnica é um passo fundamental antes de aumentar a dose.
O aumento da dose ou a associação de outras medicações (como antileucotrienos) deve ser considerada se a asma permanecer parcialmente controlada ou não controlada após a revisão da técnica inalatória e adesão ao tratamento.
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