UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2016
Pré-escolar de 4 (quatro) anos de idade retorna para avaliação do tratamento de controle de asma a base de salmeterol spray 25 mcg/fluticasona 50 mcg usado através de espaçador e máscara há 2 (dois) meses. Segundo sua mãe, a criança evoluía bem, mas nas últimas 2 (duas) semanas apresenta sintomas diurnos, despertares noturnos em mais de duas vezes na semana e limitação das atividades. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, para o Manejo da Asma – 2012, trata-se de:
Asma não controlada: >2 sintomas diurnos/semana OU >2 despertares noturnos/mês OU qualquer limitação de atividade. (SBPT 2012)
O controle da asma é avaliado pela frequência e intensidade dos sintomas, despertares noturnos e limitação das atividades. A presença de sintomas diurnos frequentes (>2x/semana), despertares noturnos (>2x/mês) ou qualquer limitação de atividade, mesmo com tratamento de controle, classifica a asma como não controlada, indicando a necessidade de ajuste terapêutico.
A asma é uma doença crônica inflamatória das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. O objetivo do tratamento é alcançar e manter o controle da doença, minimizando sintomas, prevenindo exacerbações e otimizando a função pulmonar. As Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) para o Manejo da Asma – 2012 (e atualizações subsequentes) fornecem um guia essencial para a avaliação do controle e o ajuste terapêutico. A avaliação do controle da asma é baseada em critérios clínicos que incluem a frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de alívio e limitação das atividades. Uma asma é considerada 'não controlada' se o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos mais de duas vezes por mês, ou qualquer limitação das atividades devido à asma. A presença de qualquer um desses critérios, mesmo com o uso de medicação de controle como salmeterol/fluticasona, indica que o tratamento atual é insuficiente. Para residentes, é crucial compreender que a classificação do controle da asma não se baseia apenas na gravidade inicial, mas na resposta ao tratamento. Uma asma 'não controlada' exige uma revisão detalhada do plano terapêutico, que pode incluir a otimização da técnica inalatória, o aumento da dose do corticoide inalatório, a adição de outro controlador (como um antileucotrieno) ou a investigação de comorbidades e gatilhos ambientais. O manejo escalonado é fundamental para garantir a melhor qualidade de vida para a criança asmática.
A asma pediátrica é classificada como 'não controlada' se a criança apresentar um ou mais dos seguintes critérios: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos mais de duas vezes por mês, ou qualquer limitação das atividades devido à asma. A necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana também é um critério.
Asma 'controlada' significa ausência ou mínima presença de sintomas. 'Parcialmente controlada' envolve sintomas diurnos >2x/semana, despertares noturnos 1-2x/mês, ou alguma limitação de atividade. 'Não controlada' é caracterizada por sintomas mais frequentes, despertares noturnos >2x/mês, ou qualquer limitação de atividade, indicando falha no controle.
Quando a asma está 'não controlada' apesar do tratamento de controle, é necessário reavaliar o paciente. Isso inclui verificar a adesão à medicação, a técnica inalatória, a exposição a gatilhos e a presença de comorbidades. Geralmente, o próximo passo é intensificar o tratamento, aumentando a dose do corticoide inalatório ou adicionando outro medicamento controlador, conforme as diretrizes.
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