Asma Parcialmente Controlada: Manejo da Crise e Ajustes
HEAA-FMC - Hospital Escola Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2019
Enunciado
Moana, 12 anos, comparece a UBS acompanhada de mãe, relatando que a bombinha para asma não está mais funcionando. Moana tem asma diagnosticada desde os 9 anos, na ocasião com espirometria normal. Nunca esteve internada e vinha fazendo uso de salbutamol nas crises cerca de 2 vezes por mês. Há cerca de 6 semanas vem se queixando de tosse e chiado no peito quase diariamente, com uso de salbutamol 3 vezes por dia em dias alternados. Não sente limitação para as atividades físicas e nega despertares noturnos. No momento da consulta, Moana está em bom estado geral, afebril, FC = 80 bpm, levemente taquipneica (FR = 31 mrpm), sem presença de tiragens ou sinais de esforço respiratório, com sibilos difusos, sem dificuldade para falar. A respeito da conduta frente a esse caso, é correto afirmar que ela tem asma:
Alternativas
A) Não controlada e se apresenta com uma crise grave neste momento. Após controle da crise, é desnecessário avaliar a forma de uso do Beta 2 agonista, pois deve ser introduzido corticosteroide oral e inalatório com objetivo de reduzir recidiva dos sintoma e internações. Orientações sobre mudança ambiental sempre devem ser feitas nesses casos.
B) Não controlada e se apresenta com uma crise leve-moderada neste momento. Após controle da crise, é necessária a avaliação do modo de uso do Beta 2 agonista, pois o mesmo será mantido por 48 horas e acrescido de corticosteroide oral por 3 a 7 dias, com objetivo de reduzir recidiva dos sintomas e internações. Não devem ser feitos ajustes no tratamento de base nesse momento e um retorno precoce após 2 dias, é indicado;
C) Parcialmente controlada e se apresenta com uma crise grave neste momento. É desnecessário avaliar a forma de uso do Beta 2 agonista neste momento, pois deve ser ajustado o tratamento de base e introduzido corticosteroide inalatório contínuo com objetivo de reduzir recidiva dos sinta e internações. Corticosteroide oral deve ser evitado e orientações sobre mudança ambiental sempre devem ser feitas nesses casos;
D) Parcialmente controlada e se apresenta com uma crise leve-moderada. É necessária a avaliação do modo de uso do Beta 2 agonista, pois o mesmo será mantido por 48 horas e acrescido de corticosteroide oral por 3 a 7 dias, com objetivo de reduzir recidiva dos sintoma e internações. O tratamento de base deve ser ajustado e um retorno em semana é indicado.
E) Não controlada e se apresenta com uma crise grave neste momento, sendo necessário encaminhar para internação. Não devem ser feitos ajustes no tratamento de base nesse momento.
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