UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Paciente de 12 anos tem apresentado nas últimas 4 semanas sintomas de asma quase todos os dias. Desperta à noite com tosse, dificuldade respiratória e aperto no peito com frequência, usando mais de duas doses diárias de sua, medicação de alívio. Sente-se tão indisposto que já evita atividades físicas comuns da idade, tudo isso, apesar de usar, de forma adequada o inalador de Fluticasona 250mcg de 12/12h. Como se pode classificar a asma de acordo com o controle dos sintomas?
Asma não controlada = sintomas diurnos > 2x/sem, despertares noturnos, uso de alívio > 2x/sem, limitação de atividades.
A classificação do controle da asma é fundamental para guiar o tratamento e ajustar a terapia. Um paciente que apresenta sintomas frequentes, despertares noturnos, uso excessivo de medicação de alívio e limitação de atividades, mesmo em uso de corticoide inalatório, tem a asma classificada como não controlada, exigindo revisão do plano terapêutico.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das condições crônicas mais comuns na infância. A avaliação do controle da asma é um pilar fundamental no manejo da doença, permitindo que os profissionais de saúde ajustem a terapia para otimizar a qualidade de vida do paciente e prevenir exacerbações. As diretrizes globais, como a GINA (Global Initiative for Asthma), fornecem critérios claros para essa classificação. O controle da asma é avaliado com base na frequência dos sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de alívio e limitação das atividades físicas nas últimas 4 semanas. Um paciente é considerado com asma 'não controlada' se apresentar sintomas diurnos na maioria dos dias, despertares noturnos frequentes, uso de medicação de alívio mais de duas vezes por semana e/ou limitação das atividades. A presença de qualquer um desses fatores indica um controle inadequado da doença, mesmo que o paciente esteja em uso de medicação controladora. Identificar a asma não controlada é crucial para a tomada de decisão terapêutica. Nesses casos, é necessário revisar a adesão ao tratamento, a técnica inalatória e considerar o aumento da dose do corticoide inalatório ou a adição de outra medicação controladora, como um beta-2 agonista de longa duração. O objetivo é alcançar e manter o controle da asma, minimizando os sintomas e o risco de exacerbações futuras, melhorando assim a qualidade de vida do paciente.
Os quatro principais critérios são: frequência de sintomas diurnos, ocorrência de despertares noturnos devido à asma, frequência de uso de medicação de alívio e limitação das atividades físicas devido à asma. A avaliação desses critérios nas últimas 4 semanas define o nível de controle.
O uso da medicação de alívio (geralmente beta-2 agonistas de curta duração) mais de duas vezes por semana é um indicador de asma não controlada. Isso sugere que a medicação controladora (como corticoides inalatórios) não está sendo suficiente para manter a doença estável.
A asma é parcialmente controlada quando há um ou dois critérios de não controle presentes. É não controlada quando há três ou quatro critérios de não controle presentes, ou quando há uma exacerbação grave em qualquer semana. A asma bem controlada não apresenta nenhum desses critérios.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo