UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Mulher, 23 anos, asmática em uso de budesonida 200 mcg 12/12h, vem à consulta de rotina referindo sintomas asmáticos diurnos cinco vezes por semana, com uso de broncodilatador de alívio em todas elas. Nega despertares noturnos relacionados à asma, idas ao pronto atendimento ou limitação das atividades habituais. Espirometria evidencia distúrbio ventilatório leve com VEF1 70% do predito. Ao exame físico a ausculta pulmonar e frequência respiratória estão normais e saturação de oxigênio é de 98%. Neste caso, identifique qual o nível de controle da asma e a melhor abordagem a seguir.
Asma não controlada = sintomas diurnos > 2x/semana OU uso de resgate > 2x/semana OU VEF1 < 80%.
A paciente apresenta sintomas diurnos 5x/semana e uso de broncodilatador de alívio em todas, o que a classifica como asma não controlada (critério: > 2x/semana). O VEF1 de 70% também indica comprometimento. A abordagem inicial é aumentar a dose do corticoide inalatório.
O controle da asma é fundamental para prevenir exacerbações, manter a função pulmonar e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A avaliação do controle é baseada em critérios clínicos e funcionais, conforme as diretrizes internacionais como a GINA (Global Initiative for Asthma). A paciente do caso apresenta sintomas diurnos frequentes (5 vezes por semana) e uso diário de broncodilatador de alívio, além de um VEF1 reduzido (70%). Esses dados indicam claramente que sua asma está "não controlada", mesmo sem despertares noturnos ou idas ao pronto atendimento. A budesonida 200 mcg 12/12h é uma dose baixa de corticoide inalatório. O tratamento da asma não controlada envolve a escalada terapêutica. A primeira medida, após verificar a adesão e a técnica inalatória, é aumentar a dose do corticoide inalatório. Em seguida, pode-se considerar a adição de um broncodilatador de longa ação (LABA) ou outras terapias, dependendo da resposta e da gravidade.
A asma é considerada não controlada se o paciente apresentar três ou mais dos seguintes critérios: sintomas diurnos > 2 vezes/semana, qualquer despertar noturno, uso de medicação de alívio > 2 vezes/semana, ou qualquer limitação de atividade.
A primeira etapa é revisar a técnica inalatória e a adesão ao tratamento. Se estes estiverem adequados, a dose do corticoide inalatório deve ser aumentada ou um broncodilatador de longa ação (LABA) adicionado.
O VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) é um indicador objetivo da função pulmonar. Um VEF1 < 80% do predito, especialmente se houver variabilidade, sugere controle inadequado da asma e risco de exacerbações.
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