Asma Parcialmente Controlada: Classificação e Manejo GINA

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 24 anos, asmática em uso de 250 mcg de beclometasona duas vezes ao dia, vem ao seu consultório queixando-se de ter acordado à noite três vezes no último mês com dor torácica tipo aperto, dispneia e chiado no peito. Não apresenta nenhuma queixa durante o dia, conseguindo realizar suas atividades normalmente. Você solicita uma espirometria que mostra um VEF1 = 75% do predito. Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação do controle da doença e a melhor conduta a ser tomada, respectivamente,

Alternativas

  1. A) Asma parcialmente controlada, associar ao corticoide inalatório e corticoide sistêmico.
  2. B) Asma não controlada, associar ao corticoide inalatório e um antileucotrieno.
  3. C) Asma parcialmente controlada, associar ao corticoide inalatório e beta-2 de longa duração.
  4. D) Asma não controlada, aumentar a dose do corticoide inalatório.
  5. E) Asma controlada, manter a conduta e observar mais 30 dias.

Pérola Clínica

Asma parcialmente controlada (sintomas noturnos >2x/mês, VEF1 <80%) em CI dose média → adicionar LABA.

Resumo-Chave

A paciente apresenta asma parcialmente controlada devido aos sintomas noturnos frequentes e VEF1 abaixo do predito, apesar do uso de corticoide inalatório em dose média. A conduta correta, conforme as diretrizes GINA, é associar um beta-2 agonista de longa duração ao corticoide inalatório para otimizar o controle da doença.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite ou pela manhã. O controle da asma é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, limitação de atividades, necessidade de medicação de resgate e função pulmonar (VEF1). A classificação do controle é crucial para guiar o tratamento e prevenir exacerbações. De acordo com as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), a asma é considerada 'parcialmente controlada' se o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana ou VEF1 < 80% do predito. No caso da paciente, os três despertares noturnos no último mês e o VEF1 de 75% do predito indicam asma parcialmente controlada. O tratamento da asma segue uma abordagem escalonada. Para pacientes com asma parcialmente controlada que já utilizam corticoide inalatório (CI) em dose média, o próximo passo é a adição de um beta-2 agonista de longa duração (LABA). A combinação de CI e LABA em um único inalador é a estratégia preferencial, pois proporciona melhor controle dos sintomas e redução do risco de exacerbações em comparação com o aumento da dose do CI isoladamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar o controle da asma?

O controle da asma é classificado com base na frequência de sintomas diurnos e noturnos, limitação de atividades, necessidade de medicação de resgate e função pulmonar (VEF1). Asma parcialmente controlada envolve sintomas >2x/semana, despertar noturno, uso de resgate >2x/semana ou VEF1 <80% do predito.

Qual a conduta inicial para asma parcialmente controlada em uso de corticoide inalatório?

Para asma parcialmente controlada em uso de corticoide inalatório (CI) em dose média, a conduta inicial é associar um beta-2 agonista de longa duração (LABA) ao CI. Essa combinação é mais eficaz para otimizar o controle dos sintomas e reduzir exacerbações.

Qual a importância do VEF1 na avaliação do controle da asma?

O VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) é um indicador crucial da função pulmonar na asma. Um VEF1 < 80% do predito, mesmo na ausência de sintomas diurnos graves, pode indicar asma parcialmente controlada e a necessidade de ajuste terapêutico.

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