Asma Não Controlada: Critérios Diagnósticos e Manejo

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2017

Enunciado

Adolescente de 15 anos atendido na Hebiatria é encaminhado para o Ambulatório de Alergia para avaliação. A genitora relata que o adolescente tem crises de asma desde os três anos de idade. Há cerca de dois meses iniciou crise de sibilância mais de duas vezes na semana, necessitando o uso de Beta 2 agonista spray quase diariamente, acorda tossindo pelo menos duas noites por semana e apresenta cansaço aos pequenos esforços. Considerando o quadro clinico acima e baseada nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012, qual a classificação diagnóstica para esta criança? 

Alternativas

  1. A) Asma intermitente
  2. B) Asma persistente leve
  3. C) Asma não controlada
  4. D) Asma parcialmente controlada

Pérola Clínica

Asma não controlada = sintomas diurnos >2x/semana, uso de SABA >2x/semana, sintomas noturnos >2x/mês, limitação de atividades.

Resumo-Chave

A classificação do controle da asma é fundamental para guiar o tratamento. Um paciente que apresenta sintomas frequentes (diurnos e noturnos), uso quase diário de medicação de resgate e limitação das atividades físicas, claramente não tem sua asma controlada.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das condições crônicas mais comuns na infância e adolescência. O manejo eficaz da asma visa alcançar e manter o controle da doença, minimizando sintomas e o risco de exacerbações. As diretrizes, como as da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), fornecem critérios claros para a classificação do controle da asma. A classificação do controle da asma é baseada na frequência dos sintomas diurnos, na limitação das atividades, na frequência dos sintomas noturnos e na necessidade de uso de medicação de resgate (beta-2 agonista de curta ação - SABA). Um paciente é considerado com asma "não controlada" se apresentar três ou mais dos seguintes: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer limitação de atividades, sintomas noturnos/despertar devido à asma mais de duas vezes por mês, e necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana. A correta classificação do controle da asma é essencial para guiar as decisões terapêuticas. Pacientes com asma não controlada necessitam de uma revisão do plano de tratamento, que pode incluir o aumento da dose de corticosteroides inalatórios, a adição de broncodilatadores de longa duração (LABA) ou outras terapias, além da reavaliação da técnica inalatória e da adesão ao tratamento. O objetivo é alcançar o controle total da asma para melhorar a qualidade de vida e prevenir exacerbações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como "não controlada"?

A asma é classificada como não controlada se o paciente apresentar três ou mais dos seguintes critérios: sintomas diurnos > 2 vezes por semana, limitação de atividades, sintomas noturnos/despertar > 2 vezes por mês, necessidade de medicação de resgate > 2 vezes por semana.

Qual a diferença entre classificação de gravidade e classificação de controle da asma?

A classificação de gravidade (intermitente, persistente leve, moderada, grave) é feita antes do início do tratamento e reflete a intensidade intrínseca da doença. A classificação de controle (controlada, parcialmente controlada, não controlada) avalia a resposta ao tratamento e a frequência dos sintomas sob medicação.

Qual a importância de classificar o controle da asma?

A classificação do controle da asma é crucial para guiar o ajuste da terapia. Pacientes com asma não controlada necessitam de intensificação do tratamento, geralmente com aumento da dose de corticosteroides inalatórios ou adição de outras medicações.

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