UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Mulher, 35 anos, é submetida à apendicectomia por apendicite aguda fase III. Recebe alta no 5º DPO, sem intercorrências. Retorna ao serviço de cirurgia no 14º DPO referindo febre, dor em FO e abaulamento. Realizou TC de abdome, que mostrou coleção de 50 ml em região subaponeurótica. A radiologia intervencionista realizou uma drenagem percutânea sob anestesia local, e a paciente recebeu antibioticoterapia por 10 dias. Em relação à classificação de complicações cirúrgicas de Clavien-Dindo, podemos dizer que essa foi uma complicação tipo:
Complicação cirúrgica que requer intervenção sob anestesia local = Clavien-Dindo Grau IIIa.
A classificação de Clavien-Dindo categoriza as complicações cirúrgicas com base na necessidade de intervenção terapêutica. Um abscesso que requer drenagem percutânea sob anestesia local, sem necessidade de anestesia geral, é classificado como Grau IIIa.
A classificação de Clavien-Dindo é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para categorizar a gravidade das complicações pós-operatórias, permitindo uma comunicação mais clara entre os profissionais e uma avaliação mais objetiva dos resultados cirúrgicos. Ela é essencial para a pesquisa, auditoria e melhoria da qualidade em cirurgia. Sua importância reside em fornecer uma linguagem comum para descrever a morbidade cirúrgica. A classificação se baseia na terapia necessária para tratar a complicação. Grau I envolve desvios do curso pós-operatório normal sem necessidade de tratamento farmacológico ou cirúrgico. Grau II requer tratamento farmacológico (incluindo antibióticos, transfusões). Grau III exige intervenção cirúrgica, endoscópica ou radiológica; subdivide-se em IIIa (anestesia local) e IIIb (anestesia geral). Grau IV representa complicações com risco de vida que exigem tratamento em UTI, com IVa (disfunção de órgão único) e IVb (disfunção de múltiplos órgãos). Grau V é a morte do paciente. No caso apresentado, a drenagem percutânea de um abscesso sob anestesia local se enquadra perfeitamente no Grau IIIa. É crucial que residentes e cirurgiões compreendam e apliquem corretamente essa classificação para uma avaliação precisa da morbidade cirúrgica e para a comparação de resultados entre diferentes centros e técnicas.
A classificação de Clavien-Dindo varia de Grau I (desvios do curso pós-operatório normal sem necessidade de tratamento farmacológico ou cirúrgico) a Grau V (morte do paciente), com graus intermediários que indicam a necessidade de intervenções.
O Grau IIIa é caracterizado por complicações que necessitam de intervenção cirúrgica, endoscópica ou radiológica, mas que podem ser realizadas sob anestesia local.
A antibioticoterapia para uma complicação é classificada como Grau II, pois envolve tratamento farmacológico para resolver o problema, sem necessidade de intervenção invasiva ou anestesia geral.
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