USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Recém-nascido masculino, 3 semanas de vida, com quadro sugestivo de suboclusão intestinal alta. O diagnóstico de estenose hipertrófica do piloro foi confirmado pelo ultrassom abdominal. Será submetido a correção cirúrgica com a realização de uma piloromiotomia por via laparotômica. Qual a classificação pré-operatória conforme o grau de contaminação?
Piloromiotomia para estenose de piloro = cirurgia limpa, pois não há abertura de víscera oca contaminada.
A classificação das cirurgias quanto ao grau de contaminação é crucial para a decisão de antibioticoprofilaxia e para estimar o risco de infecção do sítio cirúrgico. A piloromiotomia, apesar de envolver o trato gastrointestinal, é considerada uma cirurgia limpa porque não há abertura da luz do órgão, mantendo a barreira estéril.
A estenose hipertrófica do piloro é uma condição comum em recém-nascidos e lactentes jovens, caracterizada por hipertrofia do músculo pilórico, levando a uma obstrução da saída gástrica e vômitos em jato. O diagnóstico é confirmado por ultrassom abdominal, e o tratamento definitivo é cirúrgico, através da piloromiotomia, que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, preservando a mucosa. A classificação das cirurgias quanto ao grau de contaminação é um pilar fundamental na prevenção de infecções do sítio cirúrgico (ISC). As categorias são: limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas. A piloromiotomia, apesar de ser um procedimento no trato gastrointestinal, é classificada como uma cirurgia limpa. Isso ocorre porque a técnica cirúrgica envolve a incisão apenas das camadas serosa e muscular do piloro, sem perfurar a mucosa e, consequentemente, sem expor a cavidade peritoneal ao conteúdo gástrico ou intestinal. A correta classificação como cirurgia limpa implica que o risco de infecção do sítio cirúrgico é baixo e, na maioria dos casos, a antibioticoprofilaxia não é rotineiramente indicada, a menos que existam outros fatores de risco específicos para o paciente. O conhecimento preciso dessa classificação é essencial para residentes e cirurgiões, garantindo a aplicação de protocolos adequados de controle de infecção e otimizando os resultados pós-operatórios para o paciente pediátrico.
As cirurgias são classificadas em: Limpas (sem infecção, sem abertura de víscera oca), Potencialmente Contaminadas (abertura controlada de víscera oca), Contaminadas (contaminação grosseira ou inflamação aguda sem pus) e Infectadas (presença de pus ou víscera perfurada com infecção).
A piloromiotomia é considerada limpa porque, embora envolva o piloro, a incisão cirúrgica é realizada apenas nas camadas serosa e muscular, sem penetrar a mucosa e, portanto, sem abrir a luz do trato gastrointestinal. Isso evita a contaminação da cavidade peritoneal com conteúdo bacteriano.
A classificação cirúrgica é fundamental para determinar a necessidade e o tipo de antibioticoprofilaxia, estimar o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC) e guiar as práticas de controle de infecção. Cirurgias limpas geralmente não requerem antibióticos profiláticos, enquanto as demais categorias podem se beneficiar.
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