UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Um paciente com doença arterial obstrutiva crônica será submetido a um by-pass aortofemoral direito. Em relação a esse procedimento, considerando a classificação das cirurgias em relação à contaminação e à profilaxia antimicrobiana recomendada, é CORRETO afirmar que se trata de uma:
By-pass aortofemoral = Cirurgia limpa, com indicação de profilaxia antimicrobiana (Cefazolina).
Cirurgias vasculares como o by-pass aortofemoral, que não envolvem abertura de vísceras ocas e são realizadas em tecidos estéreis, são classificadas como cirurgias limpas. Apesar disso, devido à inserção de material protético e ao risco de infecção grave, a profilaxia antimicrobiana é fortemente indicada, sendo a cefazolina o antibiótico de escolha por sua eficácia contra Staphylococcus aureus e boa penetração tecidual.
A classificação das cirurgias quanto ao grau de contaminação é um pilar fundamental na decisão sobre a necessidade e o tipo de profilaxia antimicrobiana. As cirurgias são categorizadas em limpas, limpas-contaminadas, contaminadas e infectadas, com base na presença de infecção, abertura de vísceras ocas e grau de contaminação bacteriana durante o procedimento. Essa classificação orienta as estratégias para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC). O by-pass aortofemoral é um procedimento de revascularização que trata a doença arterial obstrutiva crônica, envolvendo a anastomose de vasos sanguíneos e frequentemente o implante de material protético. Por não haver abertura de vísceras ocas e ser realizado em um campo cirúrgico estéril, é classificado como uma cirurgia limpa. No entanto, a presença de material protético aumenta significativamente o risco de infecções graves, tornando a profilaxia antimicrobiana essencial. Para cirurgias limpas com implante de prótese, a profilaxia antimicrobiana é fortemente recomendada. A cefazolina, uma cefalosporina de primeira geração, é o antibiótico de escolha devido ao seu espectro de ação contra bactérias Gram-positivas, especialmente Staphylococcus aureus, que é um dos principais patógenos em ISCs. A dose deve ser administrada intravenosamente cerca de 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica para garantir níveis teciduais adequados no momento da contaminação potencial.
As cirurgias são classificadas em quatro categorias: limpas (sem infecção, sem abertura de vísceras ocas), limpas-contaminadas (abertura controlada de vísceras ocas), contaminadas (contaminação grosseira ou inflamação aguda) e infectadas (presença de pus ou infecção estabelecida).
O by-pass aortofemoral é considerado uma cirurgia limpa porque envolve a manipulação de tecidos estéreis (vasos sanguíneos) e não há abertura de vísceras ocas. O foco é na reconstrução vascular sem contaminação pré-existente.
Em cirurgias limpas que envolvem o implante de material protético, como o by-pass aortofemoral, a profilaxia antimicrobiana é indicada devido ao alto risco de infecção associada ao corpo estranho. A cefazolina é o antibiótico de escolha, administrada antes da incisão cirúrgica.
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