PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
O choque hipovolêmico é dividido em quatro classes, dependendo da gravidade da hemorragia. Por isso, é importante saber reconhecê-las para que seja aplicado o tratamento adequado conforme a dimensão da hemorragia ocasionada pelo trauma. As classes são especificadas por meio da perda sanguínea baseada na apresentação inicial do paciente. Em relação a este tipo de choque em um adulto de 70 Kg é CORRETO afirmar:
Choque hipovolêmico classe III → taquicardia (>120 bpm), taquipneia, confusão mental, hipotensão (tardia).
A classificação do choque hipovolêmico em quatro classes é crucial para guiar o tratamento. Na Classe III, com perda sanguínea de 30-40% do volume, o paciente já apresenta sinais claros de hipoperfusão, como taquicardia acentuada, taquipneia e alteração do estado mental (confusão), além de hipotensão que pode ser mais evidente.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela perda aguda de volume intravascular, resultando em perfusão tecidual inadequada. É uma das principais causas de mortalidade em pacientes traumatizados. A classificação em quatro classes, baseada na porcentagem de perda sanguínea, é uma ferramenta crucial para avaliar a gravidade e guiar o manejo, embora a resposta individual possa variar. As classes de choque hipovolêmico são definidas por parâmetros fisiológicos que refletem a resposta compensatória do organismo à perda volêmica. Na Classe I (até 15% de perda), há poucas alterações. Na Classe II (15-30%), surgem taquicardia e taquipneia. Na Classe III (30-40%), os sinais de hipoperfusão são mais evidentes, com taquicardia acentuada (>120 bpm), taquipneia, alteração do estado mental (confusão, ansiedade) e hipotensão. A Classe IV (>40%) representa um choque grave e iminente risco de vida. O manejo do choque hipovolêmico envolve a identificação e controle da fonte de sangramento, e a reposição volêmica agressiva. Inicialmente, cristaloides isotônicos são administrados. No entanto, a partir da Classe III, a necessidade de transfusão de concentrado de hemácias torna-se mais provável, juntamente com plasma e plaquetas, seguindo protocolos de transfusão maciça. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos, especialmente taquicardia e alteração do estado mental, é vital para iniciar o tratamento antes que a hipotensão, um sinal mais tardio, se estabeleça.
Na classe III do choque hipovolêmico, o paciente apresenta taquicardia (>120 bpm), taquipneia, confusão mental ou letargia, hipotensão (pressão sistólica < 100 mmHg), oligúria e tempo de enchimento capilar prolongado. A perda sanguínea é de 30-40% do volume total.
Na classe IV do choque hipovolêmico, a porcentagem de perda sanguínea é de aproximadamente >40% do volume sanguíneo total. Esta é a forma mais grave de choque, com risco iminente de morte.
A administração de concentrado de hemácias é geralmente indicada a partir da classe III do choque hipovolêmico, quando a perda sanguínea é significativa (30-40%) e a reposição apenas com cristaloides pode não ser suficiente para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio. Na classe II, a prioridade é a reposição com cristaloides.
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