IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
Segundo a classificação do ATLS (Advanced Trauma Life Support), um paciente que perdeu 35% de sua volemia, apresentando-se confuso, com 130bpm, pressão arterial reduzida e frequência respiratória de 35 IRPM apresenta:
Perda volêmica 30-40% + hipotensão + taquicardia >120 + confusão = Choque Classe III (ATLS).
O choque hipovolêmico é classificado pelo ATLS em quatro classes, baseando-se na perda volêmica e nos parâmetros fisiológicos. A Classe III, com perda de 30-40% da volemia, é caracterizada por taquicardia (>120 bpm), hipotensão, taquipneia e alteração do estado mental (confusão).
O choque hipovolêmico é uma condição grave que resulta da perda aguda de volume intravascular, levando à perfusão tecidual inadequada. A classificação do Advanced Trauma Life Support (ATLS) é fundamental para a avaliação e manejo rápido de pacientes traumatizados, categorizando o choque em quatro classes com base na porcentagem de perda volêmica e nas alterações fisiológicas resultantes. Compreender essa classificação é crucial para residentes, pois direciona a conduta terapêutica inicial. A fisiopatologia do choque hipovolêmico envolve a ativação de mecanismos compensatórios para manter a perfusão de órgãos vitais, como o aumento da frequência cardíaca e da resistência vascular periférica. À medida que a perda volêmica progride, esses mecanismos se tornam insuficientes, resultando em hipotensão, taquipneia e disfunção orgânica. A identificação precoce dos sinais e sintomas, como taquicardia, hipotensão, alteração do nível de consciência e diminuição do débito urinário, é vital para o diagnóstico. O tratamento do choque hipovolêmico foca na reposição volêmica agressiva, inicialmente com cristaloides e, em casos de choque Classe III ou IV, com transfusão de hemoderivados. O objetivo é restaurar a perfusão tecidual e a oxigenação. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e estado mental é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e guiar as intervenções subsequentes, visando estabilizar o paciente e identificar a fonte do sangramento.
Os sinais incluem perda volêmica de 30-40%, taquicardia (>120 bpm), hipotensão, taquipneia (30-40 IRPM), débito urinário diminuído e alteração do estado mental (confusão).
A classificação do ATLS orienta a avaliação rápida da gravidade do choque hipovolêmico no trauma, auxiliando na tomada de decisão sobre a reposição volêmica e a necessidade de transfusão sanguínea.
A principal diferença é a presença de hipotensão e alteração significativa do estado mental na Classe III, enquanto na Classe II a pressão arterial sistólica geralmente se mantém normal e a ansiedade é mais comum que a confusão.
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