HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
Um paciente em choque hipovolêmico, vítima de uma lesão por Projétil de Arma de Fogo (PAF), apresenta-se confuso, com PA de 70 x 40 mmHg, 135 bpm, 35 incursões respiratórias por minuto e débito urinário de 10 ml/h. Trata-se de um choque classe:
Choque hipovolêmico Classe III/IV → PA ↓, FC ↑↑, FR ↑↑, débito urinário ↓↓, confusão.
A classificação do choque hipovolêmico pelo ATLS baseia-se na perda volêmica, manifestando-se por alterações progressivas na frequência cardíaca, pressão arterial, débito urinário, estado mental e frequência respiratória. A PA de 70x40 mmHg, FC 135 bpm e débito urinário de 10 ml/h indicam um choque grave.
O choque hipovolêmico é uma condição grave caracterizada pela perda aguda de volume intravascular, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. É uma das principais causas de mortalidade em pacientes traumatizados e seu reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado. A classificação do choque, frequentemente baseada nas diretrizes do ATLS, ajuda a estimar a perda volêmica e guiar a ressuscitação. A fisiopatologia envolve a diminuição do retorno venoso, do débito cardíaco e da pressão arterial, ativando mecanismos compensatórios como a vasoconstrição periférica e a liberação de catecolaminas. O diagnóstico é clínico, com base nos sinais vitais e no estado de perfusão. A suspeita deve ser alta em pacientes com trauma, sangramento ou grandes perdas de fluidos. O tratamento inicial foca na reposição volêmica agressiva, controle da fonte de sangramento e suporte das funções vitais. A monitorização contínua dos parâmetros hemodinâmicos e do débito urinário é fundamental para avaliar a resposta à terapia. A compreensão das classes de choque permite uma abordagem terapêutica mais direcionada e eficaz, melhorando o prognóstico do paciente.
Os principais parâmetros incluem frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental do paciente. A perda volêmica estimada também é um critério fundamental.
A classe III apresenta hipotensão e taquicardia significativas, com perda de 30-40% do volume sanguíneo. A classe IV é caracterizada por hipotensão grave, taquicardia extrema, estado mental deprimido e risco iminente de morte, com perda >40% do volume.
O débito urinário é um excelente indicador da perfusão renal e da gravidade do choque. Valores muito baixos (oligúria/anúria) indicam hipoperfusão renal severa e são um sinal de choque avançado.
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