HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Homem, de 22 anos de idade, foi admitido na unidade de emergência após ser vítima de ferimento por arma cortante na zona perigosa de Ziedler. Foi trazido pelo serviço de atendimento pré-hospitalar (SAMU), já em uso de ventilação mecânica via tubo orotraqueal. Na admissão, apresentava frequência cardíaca de 130bpm; pressão arterial de 72x53mmHg e escala de coma de Glasgow de 3T (resposta motora: 1 / abertura ocular: 1 / resposta verbal: 1T). Tinha murmúrio vesicular abolido à esquerda e percussão maciça ipsilateral ao exame do tórax. Não tinha turgência jugular e não apresentou diurese desde a admissão. A radiografia de tórax evidenciou velamento completo do hemitórax esquerdo. Qual é a classificação do choque hemorrágico apresentado por este paciente neste momento?
Choque Classe IV → perda >40% volume sanguíneo, FC >140, PA sistólica <70, Glasgow <6, anúria.
O paciente apresenta sinais clássicos de choque Classe IV, com hipotensão grave, taquicardia extrema, rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 3T) e ausência de diurese, indicando perda volêmica maciça e falência de perfusão de múltiplos órgãos. O trauma torácico com velamento completo do hemitórax esquerdo sugere hemotórax maciço, uma causa comum de choque Classe IV em trauma.
O choque hemorrágico é uma das principais causas de morte evitável no trauma. Sua classificação, geralmente baseada nos critérios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), é fundamental para guiar o manejo e a ressuscitação volêmica. A classificação em quatro classes (I a IV) correlaciona-se com o volume de perda sanguínea, alterações nos sinais vitais e nível de consciência, permitindo uma avaliação rápida da gravidade. A Classe IV representa a perda de mais de 40% do volume sanguíneo, resultando em hipotensão grave, taquicardia extrema, rebaixamento acentuado do nível de consciência e anúria. Nesses casos, a ressuscitação agressiva com hemoderivados e controle rápido da hemorragia são cruciais. A avaliação inicial deve focar na identificação da fonte do sangramento e na estabilização hemodinâmica. O prognóstico do choque hemorrágico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção. A prioridade é controlar a hemorragia e restaurar a perfusão tecidual. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e nível de consciência é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e prevenir complicações como a coagulopatia e a disfunção de múltiplos órgãos.
O choque hemorrágico Classe IV é caracterizado por perda sanguínea superior a 40% do volume total, com frequência cardíaca acima de 140 bpm, pressão arterial sistólica abaixo de 70 mmHg, débito urinário desprezível e estado mental letárgico ou comatoso (Glasgow <6).
A conduta inicial envolve controle imediato da hemorragia, ressuscitação volêmica agressiva com hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas) e cristaloides, e suporte avançado de vida, incluindo intubação e ventilação mecânica se necessário.
Os graus de choque hemorrágico (Classes I a IV) são diferenciados principalmente pelo volume de perda sanguínea, alterações na frequência cardíaca, pressão arterial, pressão de pulso, débito urinário e nível de consciência. A Classe I é a mais leve, e a Classe IV, a mais grave.
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