CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021
Paciente vítima de acidente automobilístico chega ao pronto socorro em prancha rígida e colar cervical com vias aéreas pérvias, sem alterações no exame físico do tórax, com bulhas rítmicas, normofonéticas, taquicárdicas. Glasgow 9, pupilas isocóricas, fotorreagentes, confuso, agitado, com os seguintes sinais vitais: pressão arterial: 90x40mmHg, frequência cardíaca: 132 bpm, frequência respiratória: 24irpm, saturação de oxigênio: 91%. De acordo com a classificação de grau de choque, o paciente apresenta:
Choque Classe III = PA ↓, FC ↑↑, FR ↑, Glasgow ↓, perda volêmica 30-40%.
O paciente apresenta sinais de hipoperfusão grave com hipotensão (PA 90x40mmHg), taquicardia acentuada (FC 132 bpm), taquipneia (FR 24irpm), e alteração do nível de consciência (Glasgow 9), compatíveis com choque hipovolêmico classe III, indicando perda de 30-40% do volume sanguíneo.
O choque hemorrágico é uma das principais causas de morte evitável no trauma, e sua classificação é fundamental para guiar o manejo inicial e a ressuscitação volêmica. A classificação do choque hemorrágico, conforme o Advanced Trauma Life Support (ATLS), baseia-se em parâmetros fisiológicos que refletem a perda de volume sanguíneo e a resposta compensatória do organismo. A identificação rápida do grau de choque permite iniciar as medidas de suporte adequadas, como a reposição volêmica e o controle da hemorragia. No caso apresentado, o paciente exibe uma pressão arterial de 90x40mmHg (hipotensão), frequência cardíaca de 132 bpm (taquicardia acentuada), frequência respiratória de 24 irpm (taquipneia) e um Glasgow de 9 (alteração significativa do nível de consciência). Esses achados são consistentes com o choque hemorrágico classe III. Nesta classe, a perda volêmica estimada é de 30-40% (aproximadamente 1500-2000 mL em um adulto de 70 kg), a pressão arterial sistólica geralmente está abaixo de 100 mmHg, a frequência cardíaca é superior a 120 bpm, e o paciente apresenta confusão mental e taquipneia. O choque classe III exige uma ressuscitação agressiva com fluidos intravenosos e, frequentemente, transfusão de hemoderivados. A rápida identificação e intervenção são cruciais para prevenir a progressão para choque classe IV e a falência de múltiplos órgãos. O residente deve dominar a interpretação desses sinais vitais e a classificação do choque para um manejo eficaz do paciente traumatizado.
Os principais parâmetros incluem frequência cardíaca, pressão arterial sistólica, pressão de pulso, frequência respiratória, débito urinário, nível de consciência (Glasgow) e estimativa da perda volêmica.
A taquicardia é uma resposta compensatória inicial do organismo à diminuição do volume sanguíneo, buscando manter o débito cardíaco e a perfusão tecidual, mesmo antes da queda da pressão arterial.
A alteração do nível de consciência, refletida pela queda no Glasgow, é um indicador de hipoperfusão cerebral e se correlaciona com a gravidade do choque, sendo mais evidente em classes III e IV.
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