Choque Hemorrágico Classe II: Identificação e Sinais

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Homem de 25 anos, vítima de acidente automobilístico, é admitido no setor de emergência com queixa de dor abdominal. Ao exame clínico, encontra-se acordado, orientado, ansioso, hipocorado, FC = 115 bpm, PA = 110 x 70 mmHg e 26 irpm. Diante desse quadro clínico, o paciente encontra-se em choque hemorrágico classe:

Alternativas

  1. A) I.
  2. B) II.
  3. C) III.
  4. D) IV.
  5. E) Nenhuma das alternativas anteriores.

Pérola Clínica

Choque hemorrágico Classe II: FC ↑ (100-120), PA normal/leve ↓, FR ↑, ansiedade, perda 15-30% vol.

Resumo-Chave

A classificação do choque hemorrágico é baseada em parâmetros clínicos como frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, estado mental e perda volêmica estimada. Neste caso, a taquicardia e a ansiedade, com PA ainda mantida, indicam Classe II.

Contexto Educacional

O choque hemorrágico é uma condição grave caracterizada pela perda aguda de volume sanguíneo, resultando em perfusão tecidual inadequada. Sua classificação, conforme o Advanced Trauma Life Support (ATLS), é fundamental para guiar o manejo e a ressuscitação. A identificação precoce da classe do choque permite uma intervenção mais rápida e adequada, melhorando os desfechos dos pacientes traumatizados. A fisiopatologia envolve a ativação de mecanismos compensatórios para manter a perfusão de órgãos vitais. Na Classe II, a taquicardia e a vasoconstrição periférica são as respostas iniciais mais evidentes. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sinais vitais, estado mental e estimativa da perda sanguínea. É crucial estar atento à hipotensão relativa, especialmente em pacientes jovens e saudáveis, que podem manter a PA normal por mais tempo. O tratamento inicial foca na reposição volêmica com cristaloides, seguida por transfusão sanguínea se necessário. A identificação da fonte do sangramento e seu controle definitivo são prioritários. O prognóstico depende da rapidez e eficácia do manejo, sendo a monitorização contínua essencial para avaliar a resposta à ressuscitação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque hemorrágico classe II?

Os sinais incluem taquicardia (100-120 bpm), pressão arterial normal ou levemente diminuída, taquipneia, ansiedade e uma perda volêmica estimada entre 15-30%.

Qual a importância da classificação do choque hemorrágico?

A classificação é crucial para estimar a perda volêmica, guiar a reposição volêmica e sanguínea, e determinar a necessidade de intervenção cirúrgica imediata, impactando diretamente o prognóstico do paciente.

Como diferenciar choque hemorrágico classe I de classe II?

A classe I apresenta perda volêmica mínima (<15%), com sinais vitais geralmente normais ou taquicardia leve. A classe II já mostra taquicardia mais pronunciada, taquipneia e ansiedade, com perda de 15-30% do volume sanguíneo.

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