IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
Segundo a classificação do ATLS (Advanced Trauma Life Support), um paciente que perdeu 45% de sua volemia, apresentando-se confuso, com 150bpm, pressão arterial reduzida e frequência respiratória de >35 IRPM possui:
Perda volêmica >40%, FC >140, PA ↓↓, FR >35, confuso/letárgico = Choque Classe IV (ATLS).
A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS é uma ferramenta essencial para avaliar a gravidade da perda volêmica e guiar o manejo. O choque Classe IV representa a forma mais grave, com perda de mais de 40% da volemia, caracterizada por taquicardia extrema, hipotensão acentuada, taquipneia e alteração grave do estado mental, indicando necessidade de reanimação agressiva e transfusão sanguínea imediata.
A classificação do choque hemorrágico pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar a gravidade da perda sanguínea e guiar o manejo inicial em pacientes traumatizados. Compreender essa classificação é fundamental para residentes e profissionais de emergência, pois permite uma avaliação rápida e a tomada de decisões terapêuticas que podem salvar vidas. O choque hemorrágico é dividido em quatro classes, baseadas na porcentagem de perda volêmica e nas alterações fisiológicas resultantes. A Classe I representa uma perda mínima (<15%), com sinais vitais pouco alterados. A Classe II (15-30% de perda) já apresenta taquicardia e ansiedade. A Classe III (30-40% de perda) é caracterizada por hipotensão, taquicardia mais acentuada, taquipneia e confusão. O choque Classe IV, como descrito na questão, é a forma mais grave, com perda de mais de 40% da volemia. Clinicamente, manifesta-se com taquicardia severa (>140 bpm), hipotensão acentuada, taquipneia (>35 irpm), débito urinário mínimo ou ausente e alteração grave do estado mental (confusão ou letargia). O manejo de um paciente em choque Classe IV exige reanimação volêmica agressiva com cristaloides e, crucialmente, transfusão sanguínea imediata, além da identificação e controle rápido da fonte de sangramento. O prognóstico é reservado sem intervenção rápida e eficaz.
Os principais parâmetros são a porcentagem de perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, pressão de pulso, débito urinário e estado mental. A combinação desses fatores permite classificar o choque em quatro classes de gravidade crescente.
O choque Classe III envolve uma perda volêmica de 30-40%, com taquicardia (120-140 bpm), hipotensão, taquipneia (30-40 irpm) e confusão. O choque Classe IV, mais grave, tem perda >40% da volemia, taquicardia (>140 bpm), hipotensão acentuada, taquipneia (>35 irpm) e estado mental letárgico/confuso, com débito urinário desprezível.
A conduta inicial para choque Classe IV é a reanimação volêmica agressiva com cristaloides (2 litros em adultos, 20 mL/kg em crianças) e transfusão imediata de hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas em proporções balanceadas), além do controle da fonte de sangramento.
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