IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente de 25 anos, vítima de acidente colisão moto x ônibus, deu entrada no pronto-socorro trazido pelo SAMU, sem sinais aparentes de fratura óssea . Apresenta queda da pressão arterial, FC 122, FR 30, ansioso, pressão de pulso reduzida. Qual a classificação do choque hemorrágico, a perda estimada de sangue e a conduta mais adequada a ser tomada ao ser confirmada a presença do choque, respectivamente?
Choque Grau III → FC >120, PA ↓, PP ↓, FR >30, ansioso, perda 1500-2000ml = Reposição volêmica imediata.
O paciente apresenta sinais clássicos de choque hemorrágico Grau III, caracterizado por taquicardia (>120 bpm), taquipneia (>30 irpm), hipotensão, pressão de pulso reduzida e alteração do estado mental (ansiedade). A perda sanguínea estimada para este grau é de 1500-2000ml, e a conduta inicial prioritária é a reposição volêmica agressiva.
O choque hemorrágico é uma condição grave que exige reconhecimento e manejo rápidos, especialmente em vítimas de trauma. A classificação do choque, baseada em parâmetros fisiológicos como frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e estado mental, permite estimar a perda sanguínea e guiar a terapêutica. Residentes devem dominar essa classificação para uma abordagem eficaz. A fisiopatologia do choque hemorrágico envolve a redução do volume sanguíneo circulante, levando à diminuição do débito cardíaco e perfusão tecidual inadequada. A avaliação inicial do traumatizado segue o protocolo ATLS, priorizando a estabilização hemodinâmica. A pressão de pulso reduzida é um sinal precoce de choque, indicando aumento da resistência vascular sistêmica para manter a perfusão de órgãos vitais. O tratamento primário do choque hemorrágico é a reposição volêmica com cristaloides, seguida por hemoderivados se a resposta for insuficiente ou a perda sanguínea for maciça. O controle definitivo da hemorragia é fundamental e pode envolver intervenção cirúrgica ou radiológica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da eficácia do tratamento inicial.
Os sinais incluem taquicardia (>120 bpm), taquipneia (>30 irpm), hipotensão, pressão de pulso reduzida, e alteração do estado mental como ansiedade ou confusão.
A perda sanguínea estimada para o choque hemorrágico Grau III é de 1500 a 2000 ml, o que corresponde a 30-40% do volume sanguíneo total.
A conduta inicial é a reposição volêmica agressiva com cristaloides (soro fisiológico ou Ringer lactato) e, se necessário, transfusão de hemoderivados, enquanto se busca controlar a fonte do sangramento.
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