Choque: Classificação, Sinais e Manejo Inicial

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

Sabendo que Choque é uma situação crítica caracterizada pela diminuição da disponibilidade de oxigênio para diferentes partes e estruturas do corpo humano e esse quadro pode ser causado por diversos motivos, Pelos sinais e sintomas anteriormente descritos, tal choque pode ser classificado em:

Alternativas

  1. A) Grau II.
  2. B) Grau III.
  3. C) Grau IV.
  4. D) Grau V.

Pérola Clínica

Choque: Grau III (ATLS) = perda 30-40% volume, taquicardia >120, hipotensão, oligúria.

Resumo-Chave

A classificação do choque, especialmente o hipovolêmico/hemorrágico, é crucial para guiar o manejo. O ATLS (Advanced Trauma Life Support) categoriza o choque em graus I a IV, baseando-se em parâmetros como perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, débito urinário e estado mental. O Grau III indica uma perda significativa de volume e requer intervenção imediata.

Contexto Educacional

O choque é uma síndrome clínica grave caracterizada pela inadequada perfusão tecidual e oxigenação celular, resultando em disfunção orgânica. Sua etiologia é variada, incluindo choque hipovolêmico, cardiogênico, distributivo (séptico, anafilático, neurogênico) e obstrutivo. O reconhecimento precoce e a classificação da gravidade são cruciais para o manejo adequado e para a redução da mortalidade, sendo um tema central na medicina de emergência. A classificação do choque hipovolêmico, frequentemente utilizada no contexto do trauma e hemorragias, é exemplificada pelo sistema do ATLS (Advanced Trauma Life Support), que o divide em quatro graus (I a IV). O Grau III, como indicado na questão, representa uma perda volêmica significativa (30-40% do volume sanguíneo), manifestando-se com taquicardia (>120 bpm), hipotensão, taquipneia, oligúria e alteração do estado mental. Essa classificação orienta a necessidade de ressuscitação volêmica agressiva, muitas vezes com transfusão de hemoderivados. Para residentes, dominar a fisiopatologia e a classificação do choque é fundamental. A compreensão dos parâmetros hemodinâmicos e clínicos associados a cada grau de choque permite uma avaliação rápida e a implementação de medidas terapêuticas eficazes, como a reposição volêmica, uso de vasopressores ou inotrópicos, e o tratamento da causa subjacente. A capacidade de diferenciar os tipos de choque e suas respectivas abordagens é um pilar da prática médica em emergências.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de choque?

Os principais tipos de choque são hipovolêmico (perda de volume), cardiogênico (falha da bomba cardíaca), distributivo (vasodilatação, como no choque séptico ou anafilático) e obstrutivo (obstrução ao fluxo sanguíneo).

Como o choque hipovolêmico é classificado pelo ATLS?

O ATLS classifica o choque hipovolêmico em quatro graus (I a IV) com base na porcentagem de perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, pressão de pulso, débito urinário e estado mental do paciente.

Quais são os sinais de um choque Grau III?

No choque Grau III, há perda de 30-40% do volume sanguíneo, taquicardia (>120 bpm), hipotensão, taquipneia, débito urinário diminuído e alteração do estado mental, exigindo transfusão sanguínea.

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