SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Choque é definido como falência circulatória aguda, uma situação na qual a circulação é incapaz de ofertar oxigênio suficiente para a demanda metabólica tecidual. Em relação aos tipos de choque, julgue os itens que seguem em V (verdadeiro) ou F (falso), e assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.( ) Choque distributivo: esse tipo de choque é caracterizado pela vasodilatação secundária a um processo inflamatório e a uma consequente hipovolemia relativa. É o único tipo de choque com débito cardíaco aumentado. Além do choque séptico, outras etiologias podem causar choque distributivo, como pancreatite, anafilaxia, grandes queimados, politrauma, choque neurogênico e pós-operatório de cirurgias de grande porte.( ) Choque hipovolêmico: é o choque secundário à perda de líquido intravascular, gerando compensatoriamente vasoconstrição, diminuição de retorno venoso e consequente comprometimento de débito cardíaco. Pode ser hemorrágico: quando há perda de sangue (p. ex., hemorragia digestiva, lesões vasculares, hemorragias obstétricas, etc.); ou não hemorrágico: diarreia, vômitos, desidratação. Seu manejo demanda correção da hipovolemia e abordagem da causa.( ) Choque cardiogênico: ocorre devido à falha de bombeamento de sangue pelo coração, comprometendo o débito cardíaco, com consequente aumento das pressões de enchimento cardíacas e aumento de resistência periférica. A etiologia mais comum é o IAM. Outras causas são insuficiência cardíaca crônica descompensada, arritmias, miocardiopatias e valvopatias.
Choque distributivo = vasodilatação + DC ↑; Hipovolêmico = perda volume + DC ↓; Cardiogênico = falha bomba + DC ↓ + PCP ↑.
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual. O choque distributivo, como o séptico, é o único que cursa com débito cardíaco aumentado devido à vasodilatação periférica, enquanto o hipovolêmico e o cardiogênico apresentam débito cardíaco diminuído, com mecanismos compensatórios e fisiopatológicos distintos.
O choque é uma emergência médica grave, definida pela falência circulatória aguda que resulta em oferta inadequada de oxigênio aos tecidos para suprir suas demandas metabólicas. A compreensão dos diferentes tipos de choque e suas características fisiopatológicas é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo adequado, sendo um tema central em provas de residência e na prática clínica. Os quatro principais tipos de choque são: hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo. Cada um possui mecanismos fisiopatológicos distintos que levam à hipoperfusão. O choque distributivo, notadamente o séptico, é único por apresentar vasodilatação periférica e, frequentemente, um débito cardíaco aumentado ou normal, em contraste com os outros tipos que cursam com débito cardíaco reduzido. O diagnóstico diferencial e o tratamento específico para cada tipo de choque são cruciais. A abordagem terapêutica envolve a correção da causa subjacente, otimização da oferta de oxigênio e suporte hemodinâmico, com fluidos, vasopressores e inotrópicos conforme a necessidade. Residentes devem dominar a apresentação clínica, os parâmetros hemodinâmicos e as estratégias de manejo para cada tipo de choque.
Os principais tipos são: hipovolêmico (perda de volume), cardiogênico (falha da bomba cardíaca), obstrutivo (obstrução ao fluxo sanguíneo) e distributivo (vasodilatação periférica, como na sepse ou anafilaxia).
No choque hipovolêmico e cardiogênico, o débito cardíaco está diminuído. No choque distributivo, especialmente no séptico, o débito cardíaco pode estar normal ou aumentado, apesar da hipoperfusão tecidual.
Ambos são tipos de choque distributivo. O choque séptico é causado por uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção, enquanto o choque neurogênico resulta de uma lesão na medula espinhal que interrompe o tônus simpático, levando a vasodilatação e bradicardia.
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