HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Paciente 45 anos, feminina, moradora do bairro Coophavila ||, portadora de cirrose hepática criptogênica, apresenta Bilirrubina total: 1,8 mg/mL , albumina 3,9 g/dl, ausência de ascite, desnutrição ou alterações do Sistema Nervoso Central. A classificação de Child- Pugh para esse paciente é:
Child-Pugh: Avalia gravidade cirrose. Pontuação: Bilirrubina, Albumina, TP/INR, Ascite, Encefalopatia.
A classificação de Child-Pugh avalia a gravidade da cirrose hepática com base em cinco parâmetros. Para esta paciente, a ausência de ascite e encefalopatia, junto com valores de bilirrubina e albumina dentro dos critérios para pontuação mínima, resulta em Child-Pugh A.
A cirrose hepática é uma doença crônica e progressiva do fígado, caracterizada por fibrose e formação de nódulos, que levam à distorção da arquitetura hepática e comprometimento funcional. A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e estimar o prognóstico de pacientes cirróticos. A classificação de Child-Pugh baseia-se em cinco parâmetros clínicos e laboratoriais: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), presença de ascite e presença de encefalopatia hepática. Cada um desses parâmetros recebe uma pontuação de 1 a 3, e a soma total dos pontos determina a classe do paciente: Child-Pugh A (5-6 pontos), B (7-9 pontos) ou C (10-15 pontos), indicando gravidade crescente da doença e pior prognóstico. Para a paciente em questão: - Bilirrubina total: 1,8 mg/mL (1 ponto, pois < 2,0 mg/dL) - Albumina: 3,9 g/dL (1 ponto, pois > 3,5 g/dL) - Ascite: Ausência (1 ponto) - Encefalopatia: Ausência (1 ponto) - Tempo de Protrombina/INR: Não fornecido, mas para atingir Child-Pugh A, assume-se INR < 1.7 ou prolongamento < 4 segundos (1 ponto). Total: 1+1+1+1+1 = 5 pontos. Portanto, a classificação é Child-Pugh A. A compreensão e aplicação da classificação de Child-Pugh são essenciais para residentes, pois auxiliam na tomada de decisões clínicas, como a indicação de transplante hepático, a avaliação do risco cirúrgico e o manejo das complicações da cirrose.
Os parâmetros são: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), presença de ascite e presença de encefalopatia hepática.
Cada parâmetro recebe 1, 2 ou 3 pontos, dependendo da sua gravidade. Por exemplo, bilirrubina < 2 mg/dL = 1 ponto; 2-3 mg/dL = 2 pontos; > 3 mg/dL = 3 pontos.
Ela é utilizada para estimar o prognóstico (sobrevida), avaliar a necessidade de transplante hepático e guiar a decisão terapêutica, como a segurança para procedimentos cirúrgicos.
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