INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
Um paciente de 60 anos, etilista pesado e portador de hepatite pelo vírus C, é trazido pelos familiares com a queixa de estar “trocando o dia pela noite”. Ao exame, o paciente encontra-se letárgico, desorientado no tempo e no espaço. Há presença de asterixis, icterícia 3+/4+ e ascite moderada. Exames laboratoriais colhidos na emergência mostram bilirrubina total de 6mg/dL, albumina de 2,5g/dL, INR de 3,0. Segundo a classificação de Child Pugh, este paciente é:
Child-Pugh avalia cirrose: Encefalopatia, Ascite, Bilirrubina, Albumina, INR. Cada critério pontua 1-3. Soma 14 = Child C.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta prognóstica essencial para pacientes com cirrose hepática, avaliando a gravidade da disfunção hepática com base em cinco parâmetros clínicos e laboratoriais. A pontuação total (5 a 15) categoriza o paciente em Child A, B ou C, indicando diferentes níveis de sobrevida e risco cirúrgico.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta prognóstica fundamental na avaliação de pacientes com cirrose hepática, amplamente utilizada para estimar a sobrevida, o risco de complicações e a elegibilidade para transplante hepático. Desenvolvida inicialmente para avaliar o risco cirúrgico em pacientes com hipertensão portal, ela se tornou um pilar na estratificação da gravidade da doença hepática crônica. É essencial que residentes dominem essa classificação para o manejo adequado dos pacientes. A escala de Child-Pugh avalia cinco parâmetros: encefalopatia hepática (graduada de 0 a 4), ascite (graduada de 0 a 3), bilirrubina total, albumina sérica e INR (International Normalized Ratio). Cada parâmetro recebe uma pontuação de 1 a 3, e a soma total (variando de 5 a 15) classifica o paciente em Child A (5-6 pontos), Child B (7-9 pontos) ou Child C (10-15 pontos). Essa classificação reflete a reserva funcional do fígado e a gravidade da descompensação. Compreender os critérios e a pontuação de Child-Pugh é crucial para a prática clínica. Pacientes Child C, como o descrito na questão, apresentam um prognóstico mais reservado e maior risco de complicações, exigindo manejo mais intensivo e consideração para transplante. A aplicação correta dessa escala permite aos médicos tomar decisões informadas sobre tratamento, monitoramento e aconselhamento prognóstico, sendo um conhecimento indispensável para a formação em residência médica.
Os cinco parâmetros são: encefalopatia hepática (grau), ascite (grau), bilirrubina total sérica, albumina sérica e tempo de protrombina (ou INR). Cada um desses parâmetros recebe uma pontuação de 1 a 3, dependendo da gravidade.
A pontuação total classifica o paciente em Child A (5-6 pontos, melhor prognóstico), Child B (7-9 pontos, prognóstico intermediário) ou Child C (10-15 pontos, pior prognóstico). Essa classificação é usada para estimar a sobrevida e o risco de complicações, como em cirurgias.
A encefalopatia hepática e a ascite são manifestações clínicas diretas da descompensação hepática e da hipertensão portal. Sua presença e gravidade refletem a falência da função sintética e desintoxicante do fígado, sendo indicadores importantes da gravidade da doença e do prognóstico.
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