HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Um paciente de 60 anos com cirrose hepática é avaliado para transplante de fígado. Seus exames mostram uma bilirrubina total de 3,5 mg/dL, albumina sérica de 3,2 g/dL, tempo de protrombina prolongado e ascite moderada. Com base nesses parâmetros, qual dos seguintes critérios é correto em relação à classificação funcional de Child-Turcotte modificada por Pugh?
Child-Pugh avalia cirrose: Bilirrubina, Albumina, INR/TP, Ascite, Encefalopatia. Cada item pontua 1-3.
A classificação de Child-Pugh avalia a gravidade da cirrose hepática com base em cinco parâmetros: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), ascite e encefalopatia hepática. Cada parâmetro recebe uma pontuação de 1 a 3, e a soma total classifica o paciente em Child A (5-6 pontos), B (7-9 pontos) ou C (10-15 pontos).
A cirrose hepática é uma doença crônica e progressiva do fígado, caracterizada por fibrose e formação de nódulos, que levam à disfunção hepática e hipertensão portal. A classificação de Child-Turcotte modificada por Pugh, comumente conhecida como Child-Pugh, é uma ferramenta prognóstica amplamente utilizada para avaliar a gravidade da doença hepática crônica, especialmente em pacientes com cirrose. Essa classificação baseia-se em cinco critérios clínicos e laboratoriais: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), grau de ascite e grau de encefalopatia hepática. Cada critério recebe uma pontuação de 1 a 3, e a soma total classifica o paciente em Child A (5-6 pontos, doença bem compensada), Child B (7-9 pontos, comprometimento funcional significativo) ou Child C (10-15 pontos, doença descompensada e grave). Essa estratificação é fundamental para estimar a sobrevida e o risco de complicações. Para residentes e estudantes, dominar a aplicação da escala de Child-Pugh é essencial para o manejo de pacientes com cirrose. Ela não apenas auxilia na previsão do prognóstico, mas também orienta decisões terapêuticas, como a indicação de transplante hepático, a escolha de tratamentos para complicações da hipertensão portal e a avaliação do risco cirúrgico para procedimentos não hepáticos. A compreensão precisa de cada critério e sua pontuação é vital para uma prática clínica segura e eficaz.
Os cinco parâmetros são: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), ascite e encefalopatia hepática. Cada um é pontuado de 1 a 3, e a soma total determina a classe Child A, B ou C.
A ascite é pontuada da seguinte forma: 1 ponto para ausente, 2 pontos para leve ou facilmente controlada com diuréticos, e 3 pontos para moderada ou refratária ao tratamento diurético.
A classificação Child-Pugh é crucial para avaliar o prognóstico de pacientes com cirrose, estimar a sobrevida e auxiliar na tomada de decisões terapêuticas, incluindo a indicação e o risco de procedimentos cirúrgicos e a elegibilidade para transplante hepático.
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