HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Fazem parte da classificação de Child-Pugh para avaliação prognóstica da doença hepática crônica, exceto:
Child-Pugh avalia função hepática com Bilirrubina, Albumina, Ascite, Encefalopatia e Tempo de Protrombina/INR.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta prognóstica para doença hepática crônica, especialmente cirrose. Ela utiliza cinco parâmetros clínicos e laboratoriais para estimar a gravidade da disfunção hepática e a sobrevida. A creatinina não faz parte dessa escala.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta fundamental na hepatologia para avaliar o prognóstico de pacientes com doença hepática crônica, principalmente cirrose. Desenvolvida inicialmente para estratificar o risco cirúrgico em pacientes com hipertensão portal, ela se tornou um pilar na avaliação da gravidade da disfunção hepática. A escala categoriza os pacientes em três classes (A, B e C), que correspondem a diferentes graus de compensação hepática e, consequentemente, a diferentes taxas de sobrevida. Os cinco critérios que compõem a classificação de Child-Pugh são: bilirrubina total sérica, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), presença e grau de ascite, e presença e grau de encefalopatia hepática. Cada um desses parâmetros reflete um aspecto da função sintética e desintoxicante do fígado. Por exemplo, a bilirrubina e a albumina são marcadores da função sintética, enquanto a ascite e a encefalopatia indicam descompensação e falha na desintoxicação. A creatinina, embora seja um importante marcador de função renal e frequentemente alterada em pacientes com doença hepática avançada (síndrome hepatorrenal), não faz parte dos critérios de Child-Pugh. Na prática clínica, o escore de Child-Pugh auxilia na tomada de decisões terapêuticas, como a indicação de transplante hepático, a avaliação de risco para procedimentos invasivos e o ajuste de doses de medicamentos. É importante ressaltar que, apesar de sua utilidade, o Child-Pugh possui limitações, como a subjetividade na avaliação da ascite e encefalopatia. Por isso, outras escalas, como o MELD (Model for End-Stage Liver Disease), que inclui a creatinina, são frequentemente utilizadas em conjunto ou como alternativa, especialmente para priorização em listas de transplante.
Os cinco parâmetros são: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), grau de ascite e grau de encefalopatia hepática.
É utilizada para estratificar a gravidade da cirrose hepática em classes A, B ou C, auxiliando na determinação do prognóstico, na decisão de tratamento (ex: cirurgia, transplante) e na dosagem de medicamentos.
O Child-Pugh é mais simples e subjetivo em alguns critérios (ascite, encefalopatia), enquanto o MELD é mais objetivo, utilizando bilirrubina, creatinina e INR, sendo mais preciso para prever a sobrevida em 90 dias e para alocação de órgãos para transplante.
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