UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Homem, 72 anos, com cirrose hepática, causada pelo vírus da hepatite C, vem em consulta no ambulatório de hepatologia acompanhado pelo filho, apresentando icterícia ++/4+ e distensão abdominal por volumosa ascite não controlada por paracentese. Filho refere que o pai tem apresentado quadros de confusão mental. Em relação à classificação de Child Pugh, quais exames são necessários para avaliar se o paciente tem indicação de transplante hepático?
Child-Pugh para transplante hepático → Bilirrubinas, Albumina, TP (INR), Ascite, Encefalopatia.
A classificação de Child-Pugh avalia a gravidade da disfunção hepática e é crucial para determinar a indicação e o prognóstico do transplante. Os parâmetros laboratoriais essenciais são bilirrubinas, albumina e tempo de protrombina (ou INR), que refletem as funções sintética e de detoxificação do fígado.
A cirrose hepática é uma condição crônica e progressiva caracterizada pela fibrose e desorganização da arquitetura hepática, levando à disfunção do órgão. É uma das principais causas de morbimortalidade global, com o vírus da hepatite C sendo uma etiologia comum. A avaliação da gravidade da cirrose é fundamental para o manejo e para a decisão de encaminhamento para transplante hepático. A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta clínica amplamente utilizada para estratificar a gravidade da cirrose e estimar o prognóstico. Ela avalia cinco parâmetros: bilirrubinas totais, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), ascite e encefalopatia hepática. Cada parâmetro recebe uma pontuação, e a soma total classifica o paciente em Child-Pugh A (doença leve), B (doença moderada) ou C (doença grave). Os exames laboratoriais essenciais para essa classificação são bilirrubinas, albumina e tempo de protrombina, que refletem diretamente a capacidade sintética e de detoxificação do fígado. Pacientes com cirrose avançada (Child-Pugh B ou C) e complicações como ascite refratária, encefalopatia hepática recorrente ou sangramento varicoso têm indicação de transplante hepático. Embora a Child-Pugh seja útil, o escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é atualmente o principal critério para priorização na lista de transplantes, por ser mais objetivo e preditivo de mortalidade em 90 dias. No entanto, a Child-Pugh continua sendo uma ferramenta valiosa na prática clínica para avaliação inicial e acompanhamento.
A classificação de Child-Pugh inclui cinco parâmetros: bilirrubinas totais, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), presença de ascite e presença de encefalopatia hepática. Cada um recebe uma pontuação de 1 a 3.
A Child-Pugh é utilizada para estimar a sobrevida de pacientes com cirrose e determinar a gravidade da doença hepática. Pacientes com Child-Pugh B ou C geralmente têm maior risco e podem ser candidatos a transplante, embora o MELD seja mais usado para priorização.
A Child-Pugh é mais antiga, inclui parâmetros clínicos (ascite, encefalopatia) e laboratoriais. O MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é mais objetivo, usando bilirrubina, creatinina e INR, e é o principal sistema para priorização de transplante nos EUA e em muitos outros países.
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