SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
Os principais aspectos da abordagem a um paciente com doença hepática crônica, ou com uma das complicações da hipertensão porta, são diagnósticos da doença hepática subjacente, estimativa da reserva hepática funcional, definição da anatomia venosa porta e avaliação hemodinâmica hepática. O método primordial de acesso à reserva hepática funcional é a classificação de Child-Pugh que inclui duas variações clínicas em adição a três índices bioquímicos. Esse teste pode ser indicador valioso da reserva hepática limitada em alguns pacientes com testes de função hepática convencionais próximos à normalidade. Tornou-se cada vez mais importante uma acurada quantificação da função hepatocelular para determinar quais pacientes são candidatos a transplante. Assinale a alternativa que corresponde aos critérios de Child-Pugh:
Child-Pugh = BEATA (Bilirrubina, Encefalopatia, Ascite, Tempo de protrombina/INR, Albumina).
A classificação de Child-Pugh é um escore prognóstico crucial na doença hepática crônica que avalia a reserva funcional do fígado. Ele combina dois parâmetros clínicos (encefalopatia e ascite) e três laboratoriais (bilirrubina, albumina e tempo de protrombina/INR).
A classificação de Child-Pugh, também conhecida como escore de Child-Turcotte-Pugh, é um sistema de pontuação amplamente utilizado para avaliar o prognóstico da doença hepática crônica, principalmente a cirrose. Ele quantifica a gravidade da disfunção hepática e ajuda a prever a sobrevida, bem como o risco de complicações e a mortalidade associada a procedimentos cirúrgicos. O escore é calculado com base em cinco variáveis, sendo três laboratoriais e duas clínicas. Os parâmetros laboratoriais medem a função de síntese (Albumina e Tempo de Protrombina/INR) e de excreção (Bilirrubina) do fígado. Os parâmetros clínicos avaliam duas das principais complicações da hipertensão portal e da insuficiência hepática: a Ascite e a Encefalopatia Hepática. Cada variável recebe uma pontuação de 1 a 3. A soma dos pontos classifica os pacientes em três classes: Classe A (5-6 pontos), com doença bem compensada e melhor prognóstico; Classe B (7-9 pontos), com comprometimento funcional significativo; e Classe C (10-15 pontos), com doença descompensada e pior prognóstico. Essa classificação é fundamental para o manejo clínico, indicação de terapias e avaliação da necessidade de transplante hepático.
Os cinco parâmetros são: Bilirrubina sérica, Albumina sérica, Tempo de Protrombina (ou INR), e as avaliações clínicas do grau de Ascite e do grau de Encefalopatia Hepática.
É usada para estratificar a gravidade da doença hepática em classes (A, B, C), prever a sobrevida em 1 e 2 anos, e avaliar o risco cirúrgico em pacientes com cirrose, ajudando a decidir sobre terapias e indicação de transplante.
Child-Pugh inclui variáveis clínicas subjetivas (ascite, encefalopatia) e é mais usado para prognóstico geral e risco cirúrgico. O MELD usa apenas variáveis laboratoriais objetivas (Bilirrubina, INR, Creatinina, Sódio) e é o padrão para priorização na lista de transplante hepático.
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