HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Fazem parte da classificação de Child-Pugh para avaliação prognóstica da doença hepática crônica , exceto:
Child-Pugh avalia função hepática com Bilirrubina, Albumina, INR, Ascite e Encefalopatia. Creatinina é do MELD.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta essencial para avaliar o prognóstico de pacientes com doença hepática crônica, especialmente cirrose. Ela considera parâmetros clínicos e laboratoriais que refletem a síntese hepática e a presença de descompensação, mas não inclui a creatinina, que é um componente do escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease), mais utilizado para priorização em transplantes.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta prognóstica fundamental na hepatologia, amplamente utilizada para avaliar a gravidade da doença hepática crônica, principalmente a cirrose. Desenvolvida inicialmente para estratificar o risco cirúrgico em pacientes com hipertensão portal, ela se tornou um pilar na prática clínica e na pesquisa, auxiliando na tomada de decisões terapêuticas e na estimativa de sobrevida. É essencial que residentes e estudantes de medicina compreendam seus componentes e sua aplicação para um manejo adequado desses pacientes. Os critérios da classificação de Child-Pugh incluem parâmetros laboratoriais que refletem a função sintética do fígado (bilirrubina, albumina, INR/tempo de protrombina) e manifestações clínicas de descompensação (ascite e encefalopatia hepática). Cada um desses cinco parâmetros recebe uma pontuação de 1 a 3, e a soma total classifica o paciente em uma das três classes (A, B ou C), que correspondem a diferentes graus de gravidade e prognóstico. É importante notar que a creatinina, um marcador de função renal, não faz parte do Child-Pugh, mas sim do escore MELD, que é mais utilizado para a alocação de órgãos para transplante. Dominar a classificação de Child-Pugh permite aos profissionais de saúde identificar pacientes com maior risco de complicações e mortalidade, otimizar o tratamento e planejar intervenções. A compreensão de seus limites e a distinção de outras ferramentas prognósticas, como o MELD, são cruciais para uma abordagem completa e baseada em evidências na gestão da doença hepática crônica, preparando o residente para as complexidades da prática clínica e para questões de prova.
Os 5 critérios da classificação de Child-Pugh são: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina ou INR, presença de ascite e grau de encefalopatia hepática. Cada critério recebe uma pontuação de 1 a 3.
A classificação de Child-Pugh é crucial para determinar o prognóstico de pacientes com cirrose hepática, estimar a sobrevida e auxiliar na tomada de decisões terapêuticas, como a indicação de cirurgias ou transplante hepático. Ela categoriza os pacientes em classes A, B e C, indicando a gravidade da disfunção hepática.
Enquanto Child-Pugh utiliza bilirrubina, albumina, INR, ascite e encefalopatia, o escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) utiliza bilirrubina, creatinina e INR. O MELD é mais preciso para prever a sobrevida em 3 meses e é usado para priorização de transplante hepático, enquanto Child-Pugh é mais simples e amplamente utilizado para prognóstico geral.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo