HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
A classificação de Child-Pugh é um fator preditivo razoavelmente confiável de sobrevida de várias doenças hepáticas e antecipa a probabilidade de complicações importantes da Cirrose, como sangramentos por varizes e peritonite bacteriana espontânea. Qual item abaixo NÃO faz parte do escore:
Child-Pugh avalia cirrose por Bilirrubina, Albumina, INR/TP, Ascite e Encefalopatia. Transaminases NÃO fazem parte.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta essencial para avaliar a gravidade da disfunção hepática e o prognóstico em pacientes com cirrose. É crucial conhecer seus componentes para uma avaliação clínica precisa e para antecipar riscos de complicações como sangramento varicoso e peritonite bacteriana espontânea.
A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta fundamental na hepatologia, utilizada para avaliar a gravidade da doença hepática crônica, especialmente a cirrose. Desenvolvida inicialmente para estratificar o risco cirúrgico em pacientes com hipertensão portal, ela se tornou um pilar na determinação do prognóstico e na tomada de decisões terapêuticas, incluindo a indicação de transplante hepático. Compreender seus componentes e sua aplicação é crucial para qualquer médico que lide com pacientes hepatopatas. Os cinco parâmetros avaliados – bilirrubina, albumina, INR/tempo de protrombina, ascite e encefalopatia hepática – refletem diferentes aspectos da função hepática e da descompensação da cirrose. A bilirrubina e a albumina são marcadores da função sintética e excretora do fígado, enquanto o INR reflete a capacidade de coagulação. A ascite e a encefalopatia são manifestações clínicas de descompensação avançada. A pontuação total categoriza o paciente em classe A (melhor prognóstico), B ou C (pior prognóstico). É importante ressaltar que, embora o Child-Pugh seja amplamente utilizado, ele possui limitações, como a subjetividade na avaliação de ascite e encefalopatia. Outros escores, como o MELD (Model for End-Stage Liver Disease), são mais utilizados para alocação de órgãos para transplante, mas o Child-Pugh mantém sua relevância na prática clínica diária e na avaliação de risco para procedimentos não relacionados ao transplante.
A classificação de Child-Pugh avalia cinco parâmetros: bilirrubina sérica, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), grau de ascite e grau de encefalopatia hepática. Cada um recebe uma pontuação de 1 a 3, totalizando uma classe (A, B ou C).
As transaminases (ALT e AST) refletem principalmente a lesão hepatocelular, e não a função sintética do fígado ou o grau de descompensação. O escore de Child-Pugh foca em parâmetros que indicam a capacidade funcional do fígado e o risco de complicações da cirrose.
A classificação de Child-Pugh é um importante preditor de sobrevida em pacientes com cirrose e ajuda a estratificar o risco para procedimentos cirúrgicos e transplante hepático. Também antecipa a probabilidade de complicações graves como sangramento por varizes e peritonite bacteriana espontânea.
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