Classificação Child-Pugh: Critérios e Aplicação na Cirrose

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Homem, 46 anos, hipertenso e etilista, comparece à emergência médica após hematêmese e confusão mental aguda. Apresenta-se, ao exame físico, ictérico, confuso, desorientado, sarcopênico e hipotenso. Após estabilização clínica inicial, foi submetido a exames laboratoriais que evidenciaram: INR 3.2; Albumina 1.8 g/dL; Bilirrubinas totais 9.5 mg/dL e Creatinina de 4.2 mg/dL. Assinale a alternativa que NÃO contribui, dentro do caso apresentado, para a classificação de Child-Pugh do paciente.

Alternativas

  1. A) INR.
  2. B) Albumina.
  3. C) Bilirrubinas.
  4. D) Creatinina.
  5. E) Grau de Encefalopatia.

Pérola Clínica

Child-Pugh avalia cirrose por Bilirrubina, Albumina, INR, Ascite e Encefalopatia; Creatinina NÃO é critério.

Resumo-Chave

A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta prognóstica para pacientes com cirrose hepática, avaliando a função sintética e descompensação hepática. A creatinina, embora importante para a função renal e o MELD score, não faz parte dos critérios do Child-Pugh.

Contexto Educacional

A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta prognóstica fundamental na avaliação de pacientes com cirrose hepática, desenvolvida para estimar a sobrevida e o risco de complicações, especialmente em cenários cirúrgicos. É amplamente utilizada na prática clínica e em provas de residência médica para estratificar a gravidade da doença hepática descompensada. Compreender seus critérios é essencial para o manejo adequado desses pacientes. Os critérios que compõem a classificação de Child-Pugh são: bilirrubina total, albumina sérica, INR (International Normalized Ratio), ascite e encefalopatia hepática. Cada um desses parâmetros recebe uma pontuação de 1 a 3, e a soma total define a classe (A, B ou C), indicando a gravidade da disfunção hepática. A creatinina, embora um marcador importante de função renal e parte do MELD score, não é um componente do Child-Pugh. A aplicação do Child-Pugh permite guiar decisões terapêuticas, como a indicação de transplante hepático ou a avaliação do risco para procedimentos invasivos. Pacientes Child-Pugh C apresentam pior prognóstico e maior risco de mortalidade. É importante ressaltar que, apesar de sua utilidade, o Child-Pugh possui limitações, como a subjetividade na avaliação da ascite e encefalopatia, o que levou ao desenvolvimento de scores mais objetivos como o MELD.

Perguntas Frequentes

Quais são os cinco critérios da classificação de Child-Pugh?

Os cinco critérios são: nível de bilirrubina total, nível de albumina sérica, tempo de protrombina (expresso como INR), presença e grau de ascite, e presença e grau de encefalopatia hepática. Cada um recebe uma pontuação de 1 a 3.

Para que serve a classificação de Child-Pugh na prática clínica?

A classificação de Child-Pugh é utilizada para estimar o prognóstico de pacientes com cirrose hepática, especialmente em relação à sobrevida e ao risco de complicações pós-operatórias em procedimentos não relacionados ao fígado. Ela categoriza os pacientes em classes A, B ou C.

Qual a diferença entre Child-Pugh e MELD score?

Ambos avaliam a gravidade da doença hepática, mas o Child-Pugh utiliza bilirrubina, albumina, INR, ascite e encefalopatia, sendo mais subjetivo para ascite e encefalopatia. O MELD score é mais objetivo, usando bilirrubina, creatinina e INR (e sódio em algumas versões), sendo crucial para a alocação de órgãos para transplante.

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