Classificação Child-Pugh: Critérios e Uso na Cirrose

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Fazem parte da classificação de Child-Pugh para avaliação prognóstica da doença hepática crônica, exceto:

Alternativas

  1. A) Bilirrubina.
  2. B) Albumina.
  3. C) Ascite.
  4. D) Creatinina.
  5. E) Encefalopatia.

Pérola Clínica

Critérios Child-Pugh: Bilirrubina, Albumina, Ascite, Encefalopatia, TP/INR. Creatinina NÃO faz parte.

Resumo-Chave

A classificação de Child-Pugh avalia o prognóstico da doença hepática crônica, principalmente cirrose, baseando-se em cinco parâmetros clínicos e laboratoriais. A creatinina, embora importante para a função renal e o escore MELD, não é um componente da escala Child-Pugh.

Contexto Educacional

A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta prognóstica fundamental na avaliação de pacientes com doença hepática crônica, especialmente cirrose. Desenvolvida inicialmente para estratificar o risco em pacientes submetidos a cirurgia de shunt portossistêmico, tornou-se amplamente utilizada para estimar a sobrevida e guiar decisões terapêuticas em diversas situações clínicas. Sua simplicidade e a inclusão de parâmetros clínicos a tornam acessível e prática. Os critérios que compõem a classificação de Child-Pugh são: bilirrubina total, albumina sérica, grau de ascite, grau de encefalopatia hepática e tempo de protrombina (ou INR). Cada um desses parâmetros recebe uma pontuação (1, 2 ou 3), e a soma total classifica o paciente em uma das três classes (A, B ou C), que se correlacionam com a gravidade da doença e o prognóstico. É importante notar que a creatinina, embora um marcador crucial da função renal e um componente do escore MELD, não faz parte da escala Child-Pugh. Para residentes, dominar a classificação de Child-Pugh é essencial para a prática clínica e para provas. Ela permite uma avaliação rápida da função hepática e do risco de complicações. Embora o escore MELD seja mais preciso para prever mortalidade em curto prazo e para alocação de órgãos para transplante, o Child-Pugh ainda é valioso para a comunicação prognóstica com pacientes e para a tomada de decisões em cenários menos complexos, como o ajuste de doses de medicamentos em pacientes cirróticos.

Perguntas Frequentes

Quais são os cinco parâmetros avaliados na classificação de Child-Pugh?

Os cinco parâmetros são: Bilirrubina total, Albumina sérica, Presença e grau de Ascite, Grau de Encefalopatia hepática e Tempo de Protrombina (ou INR).

Qual a importância da classificação de Child-Pugh na prática clínica?

A classificação de Child-Pugh é utilizada para avaliar a gravidade da disfunção hepática e o prognóstico de pacientes com doença hepática crônica, especialmente cirrose. Ela ajuda a guiar decisões terapêuticas, como a indicação de transplante hepático e a dosagem de medicamentos.

Como a classificação de Child-Pugh se diferencia do escore MELD?

O Child-Pugh é mais simples e inclui parâmetros clínicos (ascite, encefalopatia) e laboratoriais (bilirrubina, albumina, INR). O MELD é mais objetivo, usa apenas parâmetros laboratoriais (bilirrubina, creatinina, INR) e é mais preciso para prever a mortalidade em 90 dias, sendo amplamente utilizado para priorização em listas de transplante.

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