Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
Considerando-se os tipos de cefaleia, correlacione as colunas:A. Enxaqueca;B. Tensional;C. Salvas;D. Hemicrânia Contínua;E. Menstrual;F. Hemicrania paroxística; ( ) Crises com duração de 15 a 180 minutos; dor grave ou muito grave, periorbitária, temporal ou supraorbitária; caracterizada por hiperemia conjuntival e/ou lacrimejamento, congestão nasal e/ou rinorreia, edema palpebral; acompanhada de sudorese facial e agitação. ( ) Crises com duração de 30 minutos a 7 dias; dor bilateral, caráter de pressão leve a moderada que não piora com esforço; sem outros sintomas associados. ( ) Cefaleia por mais de 3 meses; dor unilateral sem migração, dor diária e contínua, sem intervalos livres de dor, moderada intensidade com episódios de exacerbação; associada a hiperemia conjuntival e/ou lacrimejamento, congestão nasal e/ou rinorreia, ptose e/ou miose. ( ) Crises com duração de 4 a 72h; dor unilateral, pulsátil, moderada a intensa, que piora com esforço; acompanhada de náuseas e/ou vômitos ou fotofobia.
Cefaleias primárias: Salvas (curta, periorbitária, autonômica); Tensional (bilateral, pressão, sem outros); Hemicrania Contínua (unilateral, diária, autonômica); Enxaqueca (unilateral, pulsátil, náuseas/fotofobia).
A diferenciação das cefaleias primárias é essencial e baseia-se em características como duração, localização, intensidade, qualidade da dor e sintomas associados. A presença de sintomas autonômicos ou de náuseas/fotofobia são chaves para o diagnóstico diferencial.
As cefaleias primárias representam um grupo heterogêneo de condições neurológicas, sendo as mais comuns a enxaqueca, a cefaleia tensional e a cefaleia em salvas. A correta identificação de cada tipo é fundamental para o manejo adequado e para evitar tratamentos ineficazes. A epidemiologia varia, com a cefaleia tensional sendo a mais prevalente na população geral. O diagnóstico diferencial baseia-se em critérios clínicos detalhados, incluindo a duração das crises, a localização e qualidade da dor, a intensidade, a presença de sintomas associados (como náuseas, fotofobia, fonofobia) e sintomas autonômicos cranianos. A cefaleia em salvas, por exemplo, é caracterizada por crises curtas e intensas com sintomas autonômicos ipsilaterais, enquanto a enxaqueca é pulsátil, unilateral e associada a náuseas. A hemicrania contínua é uma cefaleia unilateral diária e contínua, responsiva à indometacina. O tratamento varia amplamente entre os tipos de cefaleia, desde analgésicos simples para a cefaleia tensional até triptanos e profilaxia específica para enxaqueca e cefaleia em salvas. A compreensão dos padrões de dor e sintomas associados é crucial para guiar a escolha terapêutica e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A cefaleia em salvas é caracterizada por crises curtas (15-180 min) de dor grave, unilateral, periorbitária, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, congestão nasal e ptose.
A enxaqueca é tipicamente unilateral, pulsátil, moderada a intensa, piora com esforço e associada a náuseas/vômitos ou fotofobia. A cefaleia tensional é bilateral, em pressão, leve a moderada, sem piora com esforço ou sintomas associados.
A hemicrania contínua é uma cefaleia unilateral, diária e contínua por mais de 3 meses, sem intervalos livres de dor, de intensidade moderada com exacerbações, e associada a sintomas autonômicos ipsilaterais.
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