UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 44 anos, G4P3A1, IMC de 39, chega ao pronto-socorro com queixa de dor importante em membro inferior esquerdo (MIE), associada a edema assimétrico (membro inferior esquerdo> membro inferior direito) e empastamento de panturrilha, com aproximadamente 3 dias de evolução. A paciente relata que já notava presença de varizes em MMII desde sua primeira gestação há 15 anos, com sensação de pernas “pesadas” e edema bimaleolar bilateral, com piora do desconforto no “final do dia”.Ao examiná-la, é realizada a dorsoflexão passiva forçada em MIE, com intensa dor em região de musculatura posterior de perna e cavo poplíteo. Com base na classificação de CEAP para insuficiência venosa crônica, a classificação clínica desta paciente e a manobra para pesquisa de trombose venosa profunda, realizada durante o exame físico, são, respectivamente,
CEAP C3 = edema, varizes. Manobra de Homans → dor panturrilha = suspeita TVP.
A paciente apresenta sinais crônicos de insuficiência venosa (varizes, edema bimaleolar, pernas pesadas) que a classificam como CEAP C3. A dor e edema assimétrico agudos, junto com a manobra de Homans positiva, são altamente sugestivos de trombose venosa profunda, que deve ser investigada imediatamente.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição comum, com prevalência significativa na população adulta, e sua classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é fundamental para o diagnóstico e manejo. A categoria C3 indica a presença de edema, que pode ser o primeiro sinal de descompensação venosa, e é crucial para o planejamento terapêutico. A compreensão da CEAP permite uma abordagem sistemática e padronizada da doença venosa. Paralelamente, a trombose venosa profunda (TVP) é uma condição aguda grave que pode coexistir ou complicar a IVC. O diagnóstico precoce da TVP é vital para prevenir complicações como o tromboembolismo pulmonar. A manobra de Homans, embora de baixa sensibilidade e especificidade isoladamente, ainda é ensinada e pode levantar a suspeita clínica inicial, direcionando para exames complementares como o ultrassom Doppler, que é o padrão-ouro para confirmação diagnóstica. O manejo da paciente com IVC e suspeita de TVP exige uma avaliação abrangente. Enquanto a IVC pode ser tratada com medidas conservadoras (compressão, elevação dos membros) ou intervenções (escleroterapia, cirurgia), a TVP requer anticoagulação imediata. A história clínica detalhada, o exame físico minucioso e a correta interpretação dos achados são essenciais para diferenciar e tratar adequadamente ambas as condições, otimizando o prognóstico do paciente.
A classificação CEAP C3 é caracterizada pela presença de edema, que pode ser unilateral ou bilateral, geralmente associado a varizes e sintomas como sensação de peso nas pernas e dor, que pioram ao longo do dia e melhoram com a elevação dos membros.
A manobra de Homans é realizada com a dorsiflexão passiva forçada do pé, enquanto o joelho está estendido. A presença de dor na panturrilha ou na região poplítea é considerada positiva e sugere a presença de trombose venosa profunda, embora sua sensibilidade e especificidade sejam limitadas, exigindo confirmação por exames de imagem.
Os principais sinais e sintomas de TVP incluem dor, edema assimétrico (geralmente unilateral), calor e empastamento da panturrilha. A presença de varizes preexistentes e fatores de risco como imobilização ou gravidez aumentam a suspeita.
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