IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 55 anos, obesa, tabagista, apresenta quadro de insuficiência venosa crônica dos membros inferiores. Tem queixa de dor, edema, queimação e varizes de membros inferiores. Ao exame físico: membro inferior direito – varizes de grosso calibre, edema 2+/4, sinais de dermatite ocre e lipodermatoesclerose e úlcera próximo de maléolo medial, medindo cerca de 2cm, com fundo granulado, sem sinais de infecção. Membro inferior esquerdo – varizes de grosso calibre, edema 2+/4, sinais de dermatite ocre e úlcera próxima de maléolo medial, medindo cerca de 5cm, com fundo granulado, sem sinais de infecção. De acordo com as Classificação CEAP para insuficiência venosa crônica, esta paciente deve ser categorizada na avaliação clínica como
Úlcera venosa ativa = C6 na classificação CEAP de insuficiência venosa crônica.
A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é a ferramenta padrão para descrever a insuficiência venosa crônica. A categoria clínica C6 é definida pela presença de úlcera venosa ativa, que é a manifestação mais grave da doença, indicando uma falha na cicatrização da pele devido à hipertensão venosa crônica.
A insuficiência venosa crônica (IVC) dos membros inferiores é uma condição comum e progressiva, caracterizada pela incapacidade das veias de retornar o sangue adequadamente ao coração, resultando em hipertensão venosa. A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é a ferramenta mais utilizada globalmente para descrever a extensão e a gravidade da IVC, sendo fundamental para o planejamento terapêutico e a pesquisa. A categoria clínica (C) da CEAP descreve os sinais e sintomas visíveis e palpáveis. C0 a C6 representam um espectro crescente de gravidade. C0: sem sinais; C1: telangiectasias/veias reticulares; C2: varizes; C3: edema; C4: alterações cutâneas (dermatite ocre, lipodermatoesclerose, atrofia branca); C5: úlcera venosa cicatrizada; C6: úlcera venosa ativa. A úlcera venosa é a manifestação mais grave e debilitante da IVC, resultando de um ciclo vicioso de inflamação, isquemia e necrose tecidual. O manejo da IVC e, em particular, das úlceras venosas ativas (C6) é complexo e multidisciplinar. Inclui terapia compressiva (meias ou bandagens), elevação dos membros, cuidados com a ferida (limpeza, desbridamento, curativos adequados), tratamento da causa subjacente (escleroterapia, cirurgia de varizes, ablação endovenosa) e controle de fatores de risco como obesidade e tabagismo. O prognóstico está diretamente relacionado à adesão ao tratamento e à prevenção de recidivas.
As categorias clínicas da CEAP variam de C0 (sem sinais visíveis ou palpáveis) a C6 (úlcera venosa ativa), passando por telangiectasias (C1), varizes (C2), edema (C3), alterações cutâneas como dermatite ocre e lipodermatoesclerose (C4), e úlcera cicatrizada (C5).
A categoria C6 é caracterizada pela presença de uma úlcera venosa ativa, ou seja, uma lesão aberta na pele, geralmente na região maleolar medial, que não cicatrizou e é resultado da hipertensão venosa crônica e da inflamação associada.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, obesidade, tabagismo, história familiar, gravidez, trombose venosa profunda prévia e ocupações que exigem longos períodos em pé ou sentado.
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