PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Leia o relato do caso a seguir. M.L.P., 58 anos de idade, sexo feminino, comparece à consulta com queixa de dor e sensação de peso nas pernas, principalmente no final do dia, há aproximadamente 5 anos. Refere que os sintomas pioram com o calor e após longos períodos em pé, aliviando com a elevação das pernas. Ao exame físico, observa- se edema maleolar bilateral, mais pronunciado à direita, presença de velas varicosas calibrosas e hiperpigmentação na região de tornozelos. Os pulsos periféricos são palpáveis. Não há úlceras ativas, mas nota-se uma área cicatrizada de úlcera venosa prévia, tratada há 1 ano, na perna direita. Com base no quadro clínico e no exame físico, qual é a classe clínica (C) na classificação CEAP e qual é o tratamento sintomático, respectivamente, para este caso?
IVC com úlcera cicatrizada = CEAP C5. Tratamento: meias de compressão + cuidado dermatológico preventivo.
A classificação CEAP é essencial para estadiar a doença venosa crônica. Um paciente com edema, varizes, hiperpigmentação e úlcera venosa cicatrizada se enquadra na classe C5. O tratamento sintomático e preventivo foca em meias de compressão, flebotônicos e cuidados dermatológicos para evitar recorrências.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, caracterizada por alterações nas veias dos membros inferiores que dificultam o retorno venoso. A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é a ferramenta mais utilizada globalmente para padronizar a descrição e o estadiamento da doença, sendo essencial para a comunicação entre profissionais e para a escolha terapêutica. A parte clínica (C) descreve os sinais e sintomas visíveis e palpáveis da doença. No caso apresentado, a paciente com dor, sensação de peso, edema maleolar bilateral, varizes calibrosas, hiperpigmentação e uma área cicatrizada de úlcera venosa prévia se enquadra na classe C5 da classificação CEAP. A classe C5 é definida pela presença de úlcera venosa cicatrizada, indicando um estágio avançado da doença venosa que já causou lesão tecidual significativa, mas que no momento não está ativa. A hiperpigmentação e o edema são sinais de longa data de estase venosa. O tratamento para a IVC, especialmente em estágios avançados como C5, é multifacetado e visa aliviar os sintomas, prevenir a progressão da doença e evitar a recorrência de úlceras. As meias de compressão elástica são a base do tratamento conservador, ajudando a melhorar o retorno venoso e reduzir o edema. Flebotônicos podem ser usados para alívio sintomático. Além disso, o cuidado dermatológico preventivo é crucial para manter a integridade da pele e evitar novas lesões. Embora a safenectomia ou outros procedimentos cirúrgicos possam ser considerados para tratar a causa subjacente da insuficiência venosa (como refluxo da safena), o tratamento sintomático e preventivo da úlcera cicatrizada foca nas medidas conservadoras mencionadas.
A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é um sistema padronizado para descrever e estadiar a doença venosa crônica. A parte 'C' (Clínica) varia de C0 (sem sinais visíveis) a C6 (úlcera venosa ativa), sendo C5 úlcera venosa cicatrizada.
Os sintomas incluem dor, sensação de peso nas pernas, edema (geralmente vespertino e aliviado com elevação), prurido, cãibras noturnas, parestesias, e alterações cutâneas como telangiectasias, varizes, hiperpigmentação, lipodermatoesclerose e úlceras venosas.
Para a classe C5 (úlcera cicatrizada), o tratamento sintomático e preventivo inclui o uso contínuo de meias de compressão elástica (fundamental para prevenir recorrências), flebotônicos para alívio dos sintomas, elevação dos membros inferiores e cuidados dermatológicos preventivos para manter a integridade da pele e evitar novas úlceras.
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