HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Paciente de 70 anos agendou consulta em hospital-escola com angiologista devido ferida na perna e dor crônica e ao exame físico do residente foram identificadas varizes em membros inferiores e escurecimento de pele e úlcera cicatrizada na perna direita em topografia de tornozelo, entretanto com hiperemia local e edema leve, aumento de temperatura local que foram reportados ao chefe do ambulatório que o questionou: ''Segundo a Classificação CEAP este paciente seria provavelmente qual indicador e o tratamento?''. Responda para auxiliar o residente qual a CORRETA.
CEAP 5 = úlcera venosa cicatrizada; sinais inflamatórios agudos (hiperemia, edema, calor) em úlcera cicatrizada → suspeitar erisipela.
A classificação CEAP é fundamental para estadiar a doença venosa crônica. CEAP 5 indica úlcera venosa cicatrizada. A presença de sinais inflamatórios agudos em uma úlcera cicatrizada sugere uma infecção secundária, como erisipela, que requer tratamento antibiótico específico.
A Doença Venosa Crônica (DVC) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, caracterizada por alterações nas veias que levam ao refluxo sanguíneo e hipertensão venosa. A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é a ferramenta padrão ouro para estadiar a DVC, sendo crucial para o planejamento terapêutico e prognóstico. A classe clínica (C) varia de C0 (nenhum sinal visível ou palpável) a C6 (úlcera venosa ativa), com C5 indicando uma úlcera venosa cicatrizada. O diagnóstico da DVC é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Sinais como varizes, edema, hiperpigmentação (dermatite ocre), lipodermatoesclerose e úlceras são indicativos. A úlcera venosa é a manifestação mais grave da DVC, e mesmo após a cicatrização (CEAP 5), a pele permanece vulnerável. Complicações como erisipela, uma infecção bacteriana aguda da derme e hipoderme, podem ocorrer em áreas de pele previamente lesada ou com comprometimento da barreira cutânea, como em pacientes com DVC e úlceras cicatrizadas. O tratamento da DVC envolve medidas conservadoras (compressão elástica, elevação dos membros), escleroterapia ou cirurgia para varizes. No caso de erisipela, o tratamento é com antibióticos sistêmicos, geralmente penicilinas ou cefalosporinas, para cobrir o Streptococcus pyogenes, o principal agente etiológico. É fundamental diferenciar a inflamação local da úlcera de uma infecção aguda como a erisipela, pois o manejo é distinto e a erisipela não tratada pode levar a complicações graves.
A classificação CEAP avalia aspectos Clínicos (C), Etiológicos (E), Anatômicos (A) e Fisiopatológicos (P) da doença venosa. A classe C varia de C0 (sem sinais visíveis) a C6 (úlcera ativa), fornecendo um estadiamento abrangente.
CEAP 6 refere-se a uma úlcera venosa ativa, com perda de substância na pele. CEAP 5 indica uma úlcera venosa que já cicatrizou, mas pode apresentar hiperpigmentação, lipodermatoesclerose e atrofia branca na área previamente afetada.
O tratamento da erisipela geralmente envolve antibióticos sistêmicos, como penicilinas ou cefalosporinas, para cobrir Streptococcus pyogenes, o principal agente etiológico. Elevação do membro e compressão são medidas coadjuvantes importantes.
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