UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Paciente com varizes nos membros inferiores apresenta edema, principalmente com ortostase prolongada, porém sem dermatite ocre ou soluções de continuidade da pele. A classificação CEAP dessa paciente é:
CEAP 3 = Edema isolado; CEAP 4 = Alterações de pele (dermatite ocre/lipodermatoesclerose).
A classificação CEAP padroniza o diagnóstico da insuficiência venosa crônica. O estágio C3 é definido pela presença de edema sem alterações tróficas cutâneas.
A classificação CEAP é a ferramenta universal para descrever a gravidade da insuficiência venosa crônica (IVC). Ela permite uma comunicação padronizada entre profissionais e auxilia na decisão terapêutica. A fisiopatologia da IVC envolve a falha das válvulas venosas e da bomba muscular da panturrilha, levando à hipertensão venosa. No contexto clínico, o reconhecimento do estágio C3 é crucial, pois marca o início das complicações sistêmicas locais da estase venosa. O tratamento nesta fase geralmente envolve medidas conservadoras como compressão elástica, venotônicos e mudanças no estilo de vida para prevenir a progressão para alterações cutâneas irreversíveis (C4) e ulcerações (C6).
A categoria C3 da classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica e Fisiopatológica) é definida pela presença de edema de origem venosa nos membros inferiores. Diferente das categorias iniciais (C1 e C2), o C3 indica que a hipertensão venosa já está causando extravasamento de fluido para o interstício, mas ainda não progrediu para alterações tróficas da pele ou tecido subcutâneo, como a dermatite ocre ou a lipodermatoesclerose, que caracterizam o estágio C4.
A diferença fundamental reside na presença de edema. No estágio C2, o paciente apresenta varizes propriamente ditas (veias dilatadas e tortuosas com mais de 3mm de diâmetro), mas sem edema associado. Quando o paciente com varizes passa a apresentar edema, especialmente após ortostase prolongada, ele progride para a classificação clínica C3. É importante excluir outras causas de edema, como insuficiência cardíaca ou renal, para atribuir corretamente ao componente venoso.
Após o estágio C3 (edema), a doença venosa crônica progride para o estágio C4, que se subdivide em C4a (pigmentação ou eczema) e C4b (lipodermatoesclerose ou atrofia branca). O estágio C5 refere-se a uma úlcera venosa cicatrizada, enquanto o estágio C6 representa a forma mais grave da doença: a úlcera venosa ativa. Essa progressão reflete o dano tecidual cumulativo causado pela hipertensão venosa persistente e inflamação local.
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