UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
O esquema de classificação C-E-A-P é um sistema de escores que estratifica a doença venosa com base na apresentação clínica, na etiologia, na anatomia e na fisiopatologia. Essa classificação é útil para avaliação diagnóstica e elaboração de plano terapêutico. Qual a classificação clínica de um paciente com presença de lesão cicatrizada decorrente de úlcera venosa em face medial da perna esquerda, além da presença de pigmentação e eczema, visualizados na pele dos pés e pernas?
CEAP C5 = úlcera venosa cicatrizada; CEAP C6 = úlcera venosa ativa.
A classificação clínica CEAP é essencial para estadiar a doença venosa crônica. A presença de úlcera venosa cicatrizada corresponde à classe C5, enquanto a úlcera ativa é C6. Pigmentação e eczema são manifestações de doença venosa mais avançada, mas a presença da úlcera define a classe.
A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é um sistema padronizado internacionalmente para descrever e estratificar a doença venosa crônica (DVC). Ela é fundamental para a comunicação entre profissionais, planejamento terapêutico e pesquisa. O componente clínico (C) é o mais utilizado na prática diária e varia de C0 (sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa) a C6 (úlcera venosa ativa). As classes clínicas progridem em gravidade: C0 (assintomático), C1 (telangiectasias ou veias reticulares), C2 (varizes), C3 (edema), C4a (pigmentação ou eczema), C4b (lipodermatoesclerose ou atrofia branca), C5 (úlcera venosa cicatrizada) e C6 (úlcera venosa ativa). A presença de pigmentação e eczema indica um estágio avançado da doença, mas a úlcera, mesmo que cicatrizada, eleva a classificação para C5. Compreender a classificação CEAP é vital para o residente, pois permite uma avaliação precisa da extensão da doença, orienta a investigação diagnóstica (como ultrassonografia Doppler) e auxilia na escolha do tratamento mais adequado, que pode variar desde medidas conservadoras (compressão, elevação dos membros) até intervenções cirúrgicas ou endovasculares.
A classificação CEAP avalia a doença venosa crônica com base em quatro componentes: C (Clínico), E (Etiológico), A (Anatômico) e P (Fisiopatológico), fornecendo um panorama completo da condição do paciente.
CEAP C5 refere-se à presença de úlcera venosa cicatrizada, indicando que o paciente teve uma úlcera que já curou. Já CEAP C6 indica a presença de uma úlcera venosa ativa, que ainda está aberta e requer tratamento.
Além das úlceras, a doença venosa crônica pode causar pigmentação (dermatite ocre), eczema venoso, lipodermatoesclerose (endurecimento da pele) e atrofia branca, refletindo o dano tecidual crônico.
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